<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752</id><updated>2011-12-19T11:11:04.776Z</updated><category term='profecias que se auto-realizam'/><title type='text'>Canhoto</title><subtitle type='html'>As raízes enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas; mantêm a árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma chantagem: «Se te libertas morres!». As árvores têm de se resignar, precisam das suas raízes; os homens não. [Amin Maalouf, &lt;i&gt;Origens&lt;/i&gt;]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocanhoto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1566</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6304724754310273819</id><published>2011-03-26T16:47:00.003Z</published><updated>2011-03-26T19:08:38.947Z</updated><title type='text'>Futre no CRUP</title><content type='html'>Não é justo crucificar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=t03a8WP75cQ" target="_blank"&gt;Paulo Futre&lt;/a&gt; por causa do sonho chinês. Compare-se com o exemplo dos &lt;a href="http://www.crup.pt/docs/Recomendação_CRUP_nº02-2011_Macau.pdf" target="_blank"&gt;reitores portugueses&lt;/a&gt;: um &lt;i&gt;honoris causa&lt;/i&gt; em pacote concedido ao Reitor da Universidade de Macau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6304724754310273819?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6304724754310273819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6304724754310273819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2011/03/futre-no-crup.html' title='Futre no CRUP'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6887176917756388339</id><published>2009-11-04T17:51:00.000Z</published><updated>2009-11-04T17:53:31.288Z</updated><title type='text'>As regras do jogo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Uma eleição não é um conjunto de referendos. Quando se exprime eleitoralmente a preferência por um partido não se referenda o programa desse partido. Dizer pois, como o faz &lt;a href="http://5dias.net/2009/11/02/ps-quer-impor-ao-pais-um-programa-politico-rejeitado-por-6345-dos-votos-expressos/" target="_blank"&gt;Tiago Mota Saraiva, no 5 Dias&lt;/a&gt;, que a maioria dos eleitores votou contra o programa eleitoral do PS revela pouca compreensão das regras do jogo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Mais, quando se quer retirar de uma votação conclusões sobre assuntos que não foram a votos, como o faz Tiago Mota Saraiva, abusa-se do mandato dos eleitores. E assim se desliza, invocando em vão os valores da democracia, para uma posição antidemocrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em resumo, é preciso respeitar, à letra, as regras do jogo democrático. Não por excesso de formalismo, mas porque essas regras constituem a própria substância da democracia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6887176917756388339?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6887176917756388339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6887176917756388339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/11/as-regras-do-jogo.html' title='As regras do jogo'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-130331545540593143</id><published>2009-11-04T09:00:00.000Z</published><updated>2009-11-04T09:00:05.707Z</updated><title type='text'>Abuso de posição dominante</title><content type='html'>Em França, segundo a &lt;a href="http://www.alternatives-economiques.fr/la-grande-distribution-pointee-du-doigt_fr_art_633_45510.html" target="_blank"&gt;Alternatives Économiques&lt;/a&gt;, o Estado processou, nos tribunais, nove empresas da grande distribuição por práticas de abuso de posição dominante em relação aos seus fornecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A possibilidade de abuso de posição dominante constitui o poder económico em poder oligárquico e impede a desejável democratização dos mercados. Em consequência, dificulta-se o aparecimento de novas empresas bem como o desenvolvimento das médias empresas já instaladas, reduzindo-se quer a concorrência entre empresas quer a mobilidade nos mercados. Por outras palavras, reduzem-se severamente os benefícios do mercado, nomeadamente nos planos da inovação e do crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em Portugal, o abuso de posição dominante é prática corrente. Como é prática corrente a demissão do Estado no combate a essa prática. Ora, sem intervenção pública é impossível contrariar o abuso, pois esse só é possível pelos diferenciais de poder em confronto e, portanto, pela vulnerabilidade das pequenas e médias empresas à chantagem das grandes, independentemente da lei. Entre o fraco e o forte só a interposição do Estado pode reequilibrar a relação de forças e repor as condições de funcionamento democrático dos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Esperam-se, com alguma impaciência, notícias de Portugal convergentes com as que nos chegam de França.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-130331545540593143?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/130331545540593143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/130331545540593143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/11/abuso-de-posicao-dominante.html' title='Abuso de posição dominante'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5213706779769770882</id><published>2009-11-03T09:00:00.000Z</published><updated>2009-11-03T09:00:03.009Z</updated><title type='text'>Sustentabilidade da retoma</title><content type='html'>Para garantir a sustentabilidade da anunciada retoma é preciso que algo mude mesmo. Antes de mais, é preciso garantir que o desenvolvimento perverso do sistema financeiro, nas últimas décadas, seja radicalmente invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Esse desenvolvimento perverso teve entre as suas componentes mais importantes uma complexificação descontrolada. Como se sabe, a possibilidade de desenvolvimento controlado da complexidade requer simplificação no plano operativo, por especialização, e complexificação dos processos de regulação das partes especializadas. No mundo da finança tudo se passou ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No plano operativo, complexificaram-se os produtos financeiros e aboliram-se grande parte das fronteiras que especializavam os diferentes actores, organizações e actividades que compunham o sector financeiro da economia. A complexificação dos produtos introduziu opacidade no funcionamento dos mercados financeiros e dificultou o controlo dos seus resultados. A indiferenciação de actores, organizações e actividades incrementou exponencialmente o risco sistémico, tanto em termos extensivos como intensivos, e dificultou o controlo do seu funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ora, quando se exigia mais regulação, por serem maiores as dificuldades de monitorização dos mercados, os principais decisores políticos optaram por limitar, simplificar e dispensar boa parte da regulação financeira construída no pós-guerra. Simplificação da regulação combinada com complexificação da operação dos mercados financeiros teve o resultado que se conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Hoje, a sustentabilidade das respostas à crise exige um caminho inverso assente em dois princípios fundamentais: re-especialização das actividades financeiras e desenvolvimento dos instrumentos e normativos da sua regulação. Se nada for feito nestes dois domínios, não apenas num deles, até já crise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5213706779769770882?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5213706779769770882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5213706779769770882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/11/sustentabilidade-da-retoma.html' title='Sustentabilidade da retoma'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3514298317464638322</id><published>2009-11-02T09:00:00.002Z</published><updated>2009-11-02T09:00:08.958Z</updated><title type='text'>Como destruir a democracia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Entre outros meios, com a generalização da corrupção, como se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Mas também com a denúncia demagógica de que “o regime se tornou numa enorme rede de corrupção” e a imputação da exclusividade da coisa aos partidos. À Vasco Pulido Valente (VPV), portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Com aquele toque de insuportável snobismo de classe a que nos habituou, VPV retrata no &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/31-10-2009/a-carreira-de-um-corrupto-18127957.htm" target="_blank"&gt;Público&lt;/a&gt; o que chama “a carreira de um corrupto”. Que começaria tipicamente, afirma VPV, pela inscrição num partido (PS ou PSD). Afirmação que carece de prova, prática substituída nos escritos de VPV pela repetição da mesma acusação tantas vezes quantas as necessárias para a sua naturalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Quando o assunto em causa é o da corrupção, uma das mais irritantes práticas a que nos habituou o ambiente mediático em que vivemos foi a da estigmatização dos partidos como álibi para todos os restantes actores com intervenção na esfera política. A começar pelos média. Outra prática irritante é a sistemática suspeita de que a mobilidade social estará ligada à corrupção, crime de que estariam magicamente afastados os bafejados pela lotaria social do nascimento. Também com dispensa de prova, jogando-se agora com o preconceito e a inveja como mecanismos de naturalização da suspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; A permanente manifestação pública de nojo pelos partidos e a sistemática caracterização destes como máquinas de corrupção ameaçam de morte a democracia, pois afastam os cidadãos da prática institucionalizada da política. E fazem, assim, de VPV um inimigo declarado da democracia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3514298317464638322?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3514298317464638322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3514298317464638322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/11/como-destruir-democracia.html' title='Como destruir a democracia'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3391398708018829095</id><published>2009-11-01T15:12:00.001Z</published><updated>2009-11-01T15:14:53.731Z</updated><title type='text'>Défices de fair play e de factualidade</title><content type='html'>Segundo &lt;a href="http://www.publico.pt/Política/valter-lemos-no-emprego-e-um-sinal-absolutamente-desastroso-do-governo_1407669" target="_blank"&gt;Carvalho da Silva, no Público&lt;/a&gt; (ainda com José Manuel Fernandes), a presença de Valter Lemos no Emprego é um sinal “absolutamente desastroso” do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Carvalho da Silva tem um pequeno problema com as regras do jogo democrático e com o &lt;i&gt;fair play&lt;/i&gt; institucional. Compete ao primeiro-ministro, não ao secretário-geral da CGTP, a selecção e a nomeação dos membros do seu Governo, com os seus critérios, não os do secretário-geral da CGTP, entre pessoas da sua confiança política, não da confiança política do secretário-geral da CGTP. O que acharia Carvalho da Silva de intervenções do primeiro-ministro, o actual ou qualquer outro, a propósito de escolhas da CGTP para os seus órgãos de direcção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Carvalho da Silva tem também um pequeno problema com os factos. Segundo ele, “Valter Lemos foi a referência mais forte da conflitualidade com os professores” no anterior Governo. Ora, enquanto secretário de Estado da Educação, Valter Lemos foi responsável pela colocação (a tempo e horas) dos professores, pela reorganização da rede escolar ou ainda pelo Programa Novas Oportunidades (em colaboração com o Ministério do Trabalho). Não teve, porém, o pelouro da negociação com os sindicatos dos professores. Este era de Jorge Pedreira, a quem coube, até por isso, a gestão dos processos de revisão da carreira docente e da avaliação (para além do dossiê dos manuais escolares). Basta consultar a delegação de competências de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ou seja, Carvalho da Silva repete uma das últimas intervenções de José Manuel Fernandes, em que este, com aquele rigor factual que o tornou uma referência no jornalismo português, criticava a escolha de Valter Lemos para o Emprego e a Formação Profissional por este ser, entre outras coisas, o autor das tão contestadas fichas da avaliação. Adaptando a canção, “afinal havia outro…”. Substituir os factos pelo preconceito não resulta nem em bom jornalismo nem em intervenção política recomendável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3391398708018829095?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3391398708018829095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3391398708018829095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/11/defices-de-fair-play-e-de-factualidade.html' title='Défices de &lt;i&gt;fair play&lt;/i&gt; e de factualidade'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3393208834481996538</id><published>2009-10-30T19:38:00.002Z</published><updated>2009-10-30T19:43:22.674Z</updated><title type='text'>Transparência made in USA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Quando o que está em causa é o acesso à informação necessária para o escrutínio dos mercados, a Europa ainda tem muito para aprender com os EUA. E este é um dos requisitos-chave de qualquer estratégia eficaz de regulação mais democrática dos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No &lt;a href="http://www.bruegel.org/nc/publications/show/publication/la-tribune-europes-banks-still-need-restructuring.html" target="_blank"&gt;Bruegel&lt;/a&gt;, por exemplo, chama-se a atenção para as diferenças entre os relatórios recentemente publicados pelas autoridades de supervisão bancária dos EUA e da UE, sobre a situação dos bancos neste início de retoma. No primeiro caso, o relatório inclui informação sobre cada banco, no segundo apenas informação agregada sobre o conjunto dos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ora, sem mudanças na supervisão bancária ao nível europeu, que devem incluir exigências de mais transparência na actividade dos principais actores financeiros, ficamos sem garantias sobre a sustentabilidade da retoma. Nomeadamente, a partir do momento em que o sistema bancário ficar sem o &lt;em&gt;air-bag&lt;/em&gt; dos apoios públicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3393208834481996538?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3393208834481996538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3393208834481996538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/transparencia-made-in-usa.html' title='Transparência &lt;i&gt;made in USA&lt;/i&gt;'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7131532643249035800</id><published>2009-10-29T08:00:00.000Z</published><updated>2009-10-29T08:00:06.019Z</updated><title type='text'>Como reconhecer uma causa corporativa quando se dá com ela</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Se é verdade que interesse público e interesse profissional não estão necessariamente em conflito, também é verdade que não são necessariamente convergentes. Por isso, quando no discurso dos seus promotores a causa pública num sector não se distingue da causa dos profissionais desse sector, é mais do que provável que estejamos perante uma causa corporativa. Por exemplo, quando na defesa do serviço nacional de saúde os doentes desaparecem atrás de médicos e outros profissionais de saúde, ou quando a afirmação do valor da escola pública pode ser feita ignorando alunos e famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No sítio do PCP &lt;a href="http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=34549&amp;amp;Itemid=196" target="_blank"&gt;anuncia-se&lt;/a&gt;: “&lt;span style="color:#006600;"&gt;PCP em defesa da Escola da Pública&lt;/span&gt;”. Na notícia explica-se: “&lt;span style="color:#006600;"&gt;Numa reunião com a Federação Nacional de Educação (FNE), assim confirmando uma convergência objectiva entre as preocupações dessa estrutura sindical com as iniciativas e posições do PCP. Avaliação de desempenho, horários, estatuto de carreira docente, prova de ingresso, concursos de colocação e municipalização da Educação foram alguns dos temas sobre a mesa e sobre eles, uma vez mais, o PCP reafirmou o seu compromisso de firme combate, em defesa da Escola Pública, Gratuita, Democrática e de Qualidade para todos.&lt;/span&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7131532643249035800?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7131532643249035800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7131532643249035800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/como-reconhecer-uma-causa-corporativa.html' title='Como reconhecer uma causa corporativa quando se dá com ela'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3619638860597357192</id><published>2009-10-28T18:36:00.002Z</published><updated>2009-10-28T18:41:41.102Z</updated><title type='text'>Desigualdade patrimonial nos EUA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.demos.org/inequality/images/charts/dist_uswealth_thumb.gif" target="_blank"&gt;&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 290px;" src="http://www.demos.org/inequality/images/charts/dist_uswealth_thumb.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Economic Policy Institute, State of Working America 2006-07, Table 5.1, citing Wolff (2006), em &lt;a href="http://www.demos.org/inequality/numbers.cfm#2" target="_blank"&gt;Inequality.org&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3619638860597357192?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3619638860597357192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3619638860597357192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/desigualdade-patrimonial-nos-eua.html' title='Desigualdade patrimonial nos EUA'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4457734914259521572</id><published>2009-10-28T18:12:00.000Z</published><updated>2009-10-28T18:12:00.699Z</updated><title type='text'>Porque ganhou Isaltino as eleições em Oeiras?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Esta devia ser fácil: porque, verdadeiramente, ninguém o desafiou politicamente. E, também, porque uma eleição não é um tribunal. Felizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Numa eleição estão em causa, e devem estar em causa, escolhas políticas. Convém, por isso, quando se quer ganhar eleições, desafiar politicamente o concorrente, sobretudo se este parte com a vantagem de obra feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/porque-ressuscita-santana-com-tanta.html" target="_blank"&gt;A derrota dos concorrentes de Isaltino foi, em resumo, consequência da desvalorização da política&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4457734914259521572?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4457734914259521572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4457734914259521572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/porque-ganhou-isaltino-as-eleicoes-em.html' title='Porque ganhou Isaltino as eleições em Oeiras?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4706300651813980008</id><published>2009-10-27T09:00:00.003Z</published><updated>2009-10-28T10:59:17.011Z</updated><title type='text'>Altos salários e fiscalidade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Ainda a recuperação vai no adro e já recomeçam as práticas de remuneração dos CEO que tanto debate causaram no auge da crise: prémios desligados dos resultados, montantes remuneratórios centenas de vezes superiores aos salários médios dos trabalhadores, remuneração em &lt;em&gt;stock-options&lt;/em&gt;, … (ver, para um ponto da situação, “Salaires des patrons: la dérive continue”, por Guillaume Duval, na edição em linha da &lt;a href="http://www.alternatives-economiques.fr/salaires-des-patrons---la-derive-continue_fr_art_633_44276.html?PHPSESSID=8jk6od16pi5bkn01d6dtun9f35" target="_blank"&gt;Altérnatives Économiques&lt;/a&gt;). E a coesão social, sobretudo em tempos de desemprego, em risco de se transformar numa miragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em reacção a estas práticas remuneratórias, têm surgido propostas de controlo administrativo visando a imposição de tectos ao rendimento dos altos dirigentes empresariais. Como todos os controlos administrativos deste tipo, relativamente fáceis de ultrapassar e indutores do crescimento de novas funções burocráticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; E, no entanto, não é preciso inventar a pólvora, apenas recordar a história recente. Nos EUA, a relação entre o rendimento médios dos presidentes dos conselhos de administração das 50 maiores empresas e o salário médio dos trabalhadores dessas empresas passou de 39 para 367 entre meados da década de 60 e início dos anos 2000. Ou seja, a desigualdade de rendimentos entre administradores e trabalhadores foi multiplicada por dez nesse período. Ao mesmo tempo, a taxa máxima de IRS passou de 70% para menos de 40%, isto é, foi reduzida a metade (ver figura). Em conclusão, a impostos mais progressivos corresponde menos desigualdade remuneratória, a impostos menos progressivos corresponde crescimento descontrolado dos salários das chefias empresariais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Dissuadir as actuais práticas remuneratórias dos altos cargos de direcção empresarial exige, em resumo, incrementar de novo o âmbito e a progressividade do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares, não introduzir controlos administrativos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SuXvlNmB4KI/AAAAAAAAATk/OOC8v1xDJzM/s1600-h/RendimentosCEOTaxaMaxIRSEUA.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396983151056773282" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SuXvlNmB4KI/AAAAAAAAATk/OOC8v1xDJzM/s400/RendimentosCEOTaxaMaxIRSEUA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Altos salários e fiscalidade, EUA, 1936-2003&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fontes: Carola Frydman e Raven E. Saks (2005), &lt;a href="http://faculty.chicagobooth.edu/workshops/AppliedEcon/archive/pdf/FrydmanSecondPaper.pdf" target="_blank"&gt;Historical Trends in Executive Compensation 1936-2003&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://taxpolicycenter.org/taxfacts/displayafact.cfm?Docid=543" target="_blank"&gt;Urban-Brookings Tax Policy Center&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4706300651813980008?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4706300651813980008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4706300651813980008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/altos-salarios-e-fiscalidade.html' title='Altos salários e fiscalidade'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SuXvlNmB4KI/AAAAAAAAATk/OOC8v1xDJzM/s72-c/RendimentosCEOTaxaMaxIRSEUA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8223676250155812118</id><published>2009-10-26T12:42:00.002Z</published><updated>2009-10-26T12:46:46.367Z</updated><title type='text'>A propósito da anarquista espanhola</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; No &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/10/o-grande-malhador.html" target="_blank"&gt;Ladrões de Bicicletas&lt;/a&gt;, pedido de empréstimo, Miguel Serras Pereira reage à imputação, a Augusto Santos Silva, da comparação de Manuela Ferreira Leite com a anarquista espanhola. Tendo em conta o texto da reacção, ou Miguel Serras Pereira não leu o que disse Augusto Santos Silva ou decidiu sacralizar o anarquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Recorde-se a frase, citando-a: “&lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=150946" target="_blank"&gt;Habituei-me a ver a posição da líder do PSD mas no BE ou no MRPP, que é a posição do anarquista espanhol que diz ‘se há um Governo, sou contra’&lt;/a&gt;”. Interpretar esta frase como uma crítica não a Manuela Ferreira Leite mas ao anarquismo (espanhol) só fazendo por ignorar o que é uma figura de retórica, possibilidade impensável num autor e tradutor com a competência de Miguel Serras Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Resta, por isso, a sacralização do anarquismo e a reivindicação da sua superioridade moral e política em relação a outras ideologias como, por exemplo, o comunismo. E essa é reivindicação que não aceito. O anarquismo partilha com o comunismo a bondade de alguns ideais gerais, como o da crítica da desigualdade, socioeconómica ou hierárquica. Mas partilha também com este quer equívocos fundamentais na crítica da modernidade, quer práticas políticas de combate violento totalmente inaceitáveis. Só faltava que os simpatizantes da ideia anarquista se sentissem dispensados da crítica (e da autocrítica) radical que se exigiu e exige, e bem, ao campo do comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Entre os equívocos do anarquismo está a denúncia do Estado como forma absolutamente negativa de organização social. Equívoco, porque os malefícios do Estado não podem ser avaliados por comparação com uma qualquer realidade idealizada, mas com os efeitos terrenos da sua inexistência ou diminuição empiricamente observáveis. A ausência ou fragilidade do Estado, hoje, geram sempre um domínio absoluto do mais forte sobre o mais fraco, figurativa e literalmente. E esse não é mundo que se recomende. Não admira, aliás, que deste equívoco resultem, mais frequentemente do que se pensa, significativas porosidades entre os campos do pensamento anarquista e do pensamento neoliberal, particularmente nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Práticas de combate político violentas associadas a algumas correntes anarquistas e presentes, por exemplo, na Guerra Civil de Espanha, não só são de todo injustificáveis, como não são alheias ao equívoco acima referido. Entre o domínio absoluto do mais forte sobre o mais fraco enquanto consequência não intencional do anti-estatismo e o fascínio por esse domínio e pelas culturas de violência que lhes estão associadas, vai um passo já dado por muitos em muitos locais. Como vai no mesmo sentido, ainda que de modo mais mitigado, o fascínio pela ética e pela corporação militar que permitiu que um mesmo autor, no caso Robert A. Heinlein, fosse por uns classificado como fascista e por outros como libertário, dependendo do posicionamento do crítico no contínuo esquerda-direita do espectro democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Dir-se-á que estes exemplos são derivas extremas de um pensamento essencialmente decente e bondoso. O mesmo disseram, durante anos, os marxistas sobre o socialismo real. Até se perceber que entre as derivas históricas e o núcleo do pensamento originário não havia apenas perversão mas também continuidade lógica. Compreensão que faz falta no campo do anarquismo e que a sua sacralização procura evitar. Nada que não seja conhecido por quem teve outros percursos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8223676250155812118?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8223676250155812118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8223676250155812118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/proposito-da-anarquista-espanhola.html' title='A propósito da anarquista espanhola'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4089046158661991968</id><published>2009-10-24T09:00:00.002+01:00</published><updated>2009-10-24T09:00:02.110+01:00</updated><title type='text'>Sacrificium</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SuIDTKOKUgI/AAAAAAAAATc/1QYOF3ru6eY/s1600-h/BartoliSacrificium.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395878931239424514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 30px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SuIDTKOKUgI/AAAAAAAAATc/1QYOF3ru6eY/s200/BartoliSacrificium.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O disco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ceciliabartolionline.com/cms/homepage.html" target="_blank"&gt;Cecilia Bartoli,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ceciliabartolionline.com/cms/sacrificium.html" target="_blank"&gt;Sacrificium&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Il Giardino Armonico, dirigido por Giovanni Antonini&lt;br /&gt;2 CD + hardcover com 152 pp.&lt;br /&gt;Decca, Universal, 2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, para ouvir, depois, para ler, por fim, para pensar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Esta é uma compilação de música para castrados, produzida sobretudo em Itália ao longo do século XVIII. Primeiro, porque às mulheres estava interdito o pronunciamento nas igrejas, inclusive cantando, depois, e sobretudo, por procura de vozes potentes e agudas para a ópera, a castração de jovens, antes da puberdade, teve uma procura crescente em Itália. Estima-se que, no auge dessa procura, entre 1720 e 1730, seriam castrados, anualmente, a sangue frio, cerca de 4000 jovens italianos, maioritariamente de origens sociais mais pobres. Destes, meia dúzia conseguiria um estatuto de estrela, depois de um treino intensivo de anos em escolas de canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; No coração da história cultural europeia, não nas suas margens, estabeleceu-se assim uma tradição que poderia rivalizar com a da ablação do clítoris ainda hoje praticada em muitas zonas de África. Tradição que viria a ser politicamente derrotada no contexto da reunificação italiana, apesar de ter sobrevivido ainda algumas décadas mais no Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; O que ilustra algo que, por mais de uma vez, referi já no &lt;em&gt;Canhoto&lt;/em&gt;. A história da modernidade não é a história longa de uma tradição específica que distinguiria a Europa de outros espaços civilizacionais, mas a história de uma vitória, na Europa, de um projecto civilizacional novo contra a tradição europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Não faz por isso sentido o raciocínio de que não são universalizáveis os valores fundamentais desse projecto civilizacional novo por desadequação em relação às tradições vigentes noutras partes de mundo. Em todo o mundo, a vitória dos valores humanistas e universalistas que estão na base dos direitos humanos foi, é e será a vitória da razão contra a tradição. Como o foi na Europa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4089046158661991968?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4089046158661991968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4089046158661991968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/sacrificium.html' title='Sacrificium'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SuIDTKOKUgI/AAAAAAAAATc/1QYOF3ru6eY/s72-c/BartoliSacrificium.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8361974326556929756</id><published>2009-10-23T12:45:00.002+01:00</published><updated>2009-10-23T20:24:58.270+01:00</updated><title type='text'>Uma boa-má notícia</title><content type='html'>A continuidade de Mariano Gago à frente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Boa notícia, porque significa continuidade com as políticas que estão a permitir a reforma necessária do ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Má notícia, porque significa a continuidade de uma prática política tão negativa quanto positivo tem sido, no essencial, o desenho daquelas políticas. Nomeadamente, pela deslealdade processual nas relações com as instituições que tutela e pela tomada discricionária de decisões baseadas em critérios não públicos e, por isso, impossíveis de escrutínio e de avaliação crítica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8361974326556929756?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8361974326556929756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8361974326556929756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/uma-boa-ma-noticia.html' title='Uma boa-má notícia'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6614793506622179338</id><published>2009-10-22T08:00:00.002+01:00</published><updated>2009-10-22T08:00:03.607+01:00</updated><title type='text'>Porque ressuscita Santana com tanta facilidade?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Depois da dimensão da vitória de António Costa e do PS, a novidade em Lisboa foi a facilidade com que Santana Lopes ressuscitou da morte política que lhe tinha sido vaticinada. Facilidade que precisa de ser explicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em minha opinião, essa explicação é simples: Santana não deixou de ser primeiro-ministro sobretudo por razões politicamente relevantes. A crítica política, repito, política, do Governo de Santana foi sistematicamente subalternizada enquanto se insistia, em troca, na crítica das suas “trapalhadas” na prática da governação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A insistência na crítica das “trapalhadas” teve, e tem, três consequências: em primeiro lugar, empobrece o debate político; em segundo, desloca a avaliação do exercício do poder político para os média, reforçando o poder de facto destes e a transformação da política em espectáculo mediático; e, por fim, tem efeitos intensos no curto prazo mas efémeros a médio/longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; A ressurreição de Santana é, em resumo, consequência da desvalorização da política.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6614793506622179338?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6614793506622179338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6614793506622179338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/porque-ressuscita-santana-com-tanta.html' title='Porque ressuscita Santana com tanta facilidade?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1475695526099215667</id><published>2009-10-21T08:01:00.004+01:00</published><updated>2009-10-21T08:01:02.224+01:00</updated><title type='text'>Rankings, selecção e contexto</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Começo por reafirmar o que já disse aqui no &lt;em&gt;Canhoto&lt;/em&gt;: “Classificar as escolas (…) a partir das notas dos seus alunos constitui exercício intelectualmente desonesto”. Porquê? Porque há escolas que podem escolher os seus alunos e outras que não o podem fazer. Podem escolher os seus alunos as escolas privadas. Escolhem os seus alunos, mesmo que indevidamente e só parcialmente, algumas escolas públicas. Se uma escola puder escolher apenas, ou maioritariamente, bons alunos, só sendo muito má não terá mais alunos com melhores notas nos exames do que as escolas que não seleccionam à entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; As condições de partida dos alunos também contam: quando o contexto socioeconómico é mais desfavorável, a escola tem que ser muito melhor do que as escolas em contexto favorável para ter alunos com as mesmas boas classificações. E se a comparação for com escolas em bom contexto que podem ainda seleccionar os alunos à entrada, então não terá que ser melhor, mas muito melhor. Em rigor, uma escola pública com resultados um pouco piores do que as melhores privadas pode ser melhor do que estas se não seleccionar apenas bons alunos e se estiver inserida em meio socioeconómico desfavorecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Posto isto, num ponto João Miranda (&lt;a href="http://oinsurgente.org/2009/10/20/rankings-e-o-fracasso-do-estado-social/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou &lt;a href="http://blasfemias.net/2009/10/20/rankings-e-o-fracasso-do-estado-social/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) tem razão: “&lt;span style="color:#006600;"&gt;A desculpa do ‘contexto sócio-económico’ é também um reconhecimento de que a escola pública não tem qualquer efeito relevante nos alunos. O que é determinante para o sucesso escolar é o ‘contexto sócio-económico’&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Só faz sentido a defesa da escola pública se a esta for atribuído o objectivo de contrariar o “contexto”. Capitular perante os factores sociais do insucesso escolar é desistir da escola pública. Ter em conta o “contexto” é fundamental para (i) identificar os obstáculos à aprendizagem que devem ser superados, (ii) discriminar positivamente as escolas que precisam de mais recursos para contrariar o “contexto” e (iii) avaliar o valor acrescentado de cada escola em função das características dos seus alunos à partida (que se pressupõe serem diferentes, para melhor, à chegada) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Se as listas de escolas ordenadas em função da média das notas dos seus alunos nos exames dizem pouco sobre a qualidade relativa de cada escola, os resultados absolutos dos alunos nos exames dizem muito sobre a necessidade de continuar a melhorar a escola pública. Não o reconhecer, e usar o “contexto” como desculpa, é o melhor serviço que se pode prestar a João Miranda e à sua guerra ao Estado social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; A escola tem que contar, e tem que contar contra o contexto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1475695526099215667?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1475695526099215667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1475695526099215667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/rankings-seleccao-e-contexto.html' title='&lt;i&gt;Rankings&lt;/i&gt;, selecção e contexto'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1298990236693908174</id><published>2009-10-20T09:00:00.002+01:00</published><updated>2009-10-20T09:00:01.286+01:00</updated><title type='text'>E a Espanha aqui tão longe</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Em 2008, havia mais de cinco mil quilómetros de linha de alta velocidade na União Europeia (5.764 km para sermos mais precisos), distribuídos por seis países: França (1.893 km), Espanha (1.594 km), Alemanha (1.300 km), Itália (744 km), Bélgica (120 km) e Reino Unido (113 km). Na mesma data, estavam em construção mais 2.352 km de vias de alta velocidade, 45% das quais na Alemanha e 31% em Espanha. A Holanda integrou entretanto o espaço da alta velocidade com a abertura, este ano, da linha entre Amesterdão e a fronteira belga (120 km).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Até 2012, deverão estar concluídos os novos 734 km de via de alta velocidade em construção em Espanha, ampliando não só as ligações internas como as ligações a França e, assim, à rede europeia, quer a Norte (via País Basco) quer a Sul (via Catalunha, esta com conclusão prevista ainda para este ano). Até 2012, Portugal verá pois reforçado o seu estatuto periférico na Península Ibérica, situação que poderá ser de longa duração, se continuarmos a adiar o TGV, ou temporária, se o mesmo desemburrar de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em muitas dessas linhas, os comboios de alta velocidade farão várias paragens, ao contrário do mito nacional da impossibilidade de rentabilidade da alta velocidade com escalas. Como, aliás, já o fazem hoje, em especial na Alemanha: é só experimentar viajar no ICE. Em todas elas, as taxas de utilização crescerão rapidamente como cresceram no passado: em 2007, 60% dos utilizadores da ferrovia em França viajaram em comboios de alta velocidade, e 28% em Espanha e na Alemanha. Caso típico de uma oferta que cria novas procuras antes desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Há, porém, quem teime em pensar ser a alta velocidade inviável por recusar a possibilidade de o futuro poder ser radicalmente diferente do presente e, portanto, impossível de extrapolar a partir da observação das tendências actuais. Típico do pensamento conservador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[Fonte dos dados usados: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/transport/publications/statistics/statistics_en.htm" target="_blank"&gt;EU Energy and Transport in Figures: Statistical Pocketbook 2009&lt;/a&gt;, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities, pp. 124 e 150].&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1298990236693908174?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1298990236693908174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1298990236693908174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/e-espanha-aqui-tao-longe.html' title='E a Espanha aqui tão longe'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4661999367155897471</id><published>2009-10-19T11:00:00.000+01:00</published><updated>2009-10-19T11:00:04.422+01:00</updated><title type='text'>Comentários que, está-se mesmo a ver, correm o risco de serem considerados ataques à liberdade de imprensa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1. José Manuel Fernandes confessa incapacidade de auto-regulação dos média&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No suplemento de sábado do &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; dedicado aos &lt;em&gt;rankings&lt;/em&gt;, José Manuel Fernandes lamenta-se uma vez mais do fim do embargo dos dados sobre os resultados dos exames decidido pelo Ministério da Educação. Razão? Segundo o próprio, “&lt;span style="color:#006600;"&gt;desta forma […] tem-se assistido a uma corrida para ver quem divulga primeiro os &lt;em&gt;rankings&lt;/em&gt;, o que impede a maioria dos órgãos de informação de tratar as bases de dados com tempo e ponderação.&lt;/span&gt;” Isto ao sábado, claro, pois nos outros dias da semana José Manuel Fernandes proclama como princípio absoluto a auto-regulação dos média, denunciado como repugnante toda a tentativa de regulação por entidades externas (sobretudo se estatais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. De como fazer jornalismo dispensando a factualidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Citação do &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt; (última página do caderno principal): “&lt;span style="color:#006600;"&gt;Sem direito a foto de família (os contemplados com o bilhete de saída não devem estar com grande ânimo para o sorriso da praxe), o primeiro-ministro José Sócrates reuniu ontem todos os ministros do Governo cessante para um almoço reservado em Belém, na residência oficial do chefe do Governo.&lt;/span&gt;” No mesmo dia (sábado), o DN publicava não uma mas duas “fotos de família”, a primeira na capa, mais informal, a segunda no interior, em pose mais institucional. Facto irrelevante, pois a ser tido em conta não permitiria que quem escreveu a caixa do &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt; fizesse passar opinião por notícia e preconceito por interpretação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4661999367155897471?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4661999367155897471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4661999367155897471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/comentarios-que-esta-se-mesmo-ver.html' title='Comentários que, está-se mesmo a ver, correm o risco de serem considerados ataques à liberdade de imprensa'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4586211496108258939</id><published>2009-10-19T08:00:00.001+01:00</published><updated>2009-10-19T08:00:04.032+01:00</updated><title type='text'>Rankings, escolhas e selectividade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Classificar as escolas (&lt;em&gt;rankings&lt;/em&gt;) a partir das notas dos seus alunos constitui exercício intelectualmente desonesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Presumir que a possibilidade de escolha das escolas com base na informação daqueles &lt;em&gt;rankings&lt;/em&gt; induz concorrência geradora de pressões para a melhoria das escolas assim colocadas em competição é ignorar a realidade. O mundo real não é o mundo plano das visões ideológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Citando, de outro livro de Éric Maurin (&lt;em&gt;La Nouvelle Question Scolaire&lt;/em&gt;, Seuil, 2007, p. 227): “&lt;span style="color:#006600;"&gt;Quanto às escolas, este tipo de concorrência induz não tanto acréscimos na qualidade de trabalho das equipas pedagógicas mas antes estratégias de recrutamento dos melhores alunos…&lt;/span&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4586211496108258939?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4586211496108258939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4586211496108258939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/rankings-escolhas-e-selectividade.html' title='&lt;i&gt;Rankings&lt;/i&gt;, escolhas e selectividade'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3663917342067719862</id><published>2009-10-18T17:14:00.018+01:00</published><updated>2009-10-18T21:19:12.905+01:00</updated><title type='text'>Despromoção social?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SttA0p9pj4I/AAAAAAAAASs/R0GwaDbDKzQ/s1600-h/PeurDeclassement.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393976252068106114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SttA0p9pj4I/AAAAAAAAASs/R0GwaDbDKzQ/s200/PeurDeclassement.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Éric Maurin (2009)&lt;br /&gt;&lt;a href="livro:" target="_blank"&gt;La Peur du Déclassement. Une Sociologie des Récessions&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;La République des Idées / Seuil, 96 pp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Índice: Introduction I. L’émergence d’une société à statut II. Anatomie d’une récession: le choc de 1933 III. La valeur des diplômes en question IV. Les enjeux de la récession actuelle Conclusion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo livro da République des Idées, de leitura indispensável, por várias razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.jourdan.ens.fr/~emaurin/#" target="_blank"&gt;Éric Maurin&lt;/a&gt; analisa a origem e os efeitos da descoincidência entre os riscos da despromoção social (relativamente baixos) e o medo dessa mesma despromoção (crescentemente elevado), relacionando esta descoincidência com as características e dinâmicas das sociedades estatutárias (como a França, mas também como Portugal). As principais teses do autor são resumidas nesta entrevista ao &lt;em&gt;Le Monde&lt;/em&gt; (07.10.09), disponível em linha: &lt;a href="http://www.lemonde.fr/societe/article/2009/10/07/eric-maurin-toute-reforme-sera-percue-comme-une-remise-en-cause-d-un-statut-acquis_1250331_3224.html#ens_id=1250328" target="_blank"&gt;“Toute réforme sera perçue comme une remise en cause d'un statut acquis”&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Uma nota sobre a crítica de Maurin à tese da “desvalorização dos diplomas”. Analisando, entre outros, os dados sobre o desemprego, Maurin conclui que, em França, o diferencial entre a taxa de desemprego dos diplomados do ensino superior (menor) e a taxa dos não diplomados (maior) se multiplicou por quatro entre 1975 e 2008 (ver figura). Ou seja, nunca os diplomas valeram tanto como hoje, mas nunca o medo do insucesso escolar foi tão elevado. A explicação, pelo próprio Maurin, no vídeo “Le déclassement des diplômés est-il une réalité?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SttFMC3Do7I/AAAAAAAAATU/CcLPwaOAmuU/s1600-h/MaurinDiplomas.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393981051934843826" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SttFMC3Do7I/AAAAAAAAATU/CcLPwaOAmuU/s400/MaurinDiplomas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Evolução do diferencial entre a taxa de desemprego dos diplomados e a taxa de desemprego dos não diplomados (para os activos saídos da escola nos últimos cinco anos), França, 1975-2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: INSEE, Inquérito ao Emprego, em Eric Maurin (2009), &lt;i&gt;La Peur du Déclassement&lt;/i&gt;, p. 58.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object height="339" width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xao58d"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xao58d" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="339" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/swf/xao58d"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Le déclassement des diplômés est-il une réalité ?&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;by &lt;a href="http://www.dailymotion.com/larepubliquedesidees"&gt;larepubliquedesidees&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3663917342067719862?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3663917342067719862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3663917342067719862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/despromocao-social.html' title='Despromoção social?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SttA0p9pj4I/AAAAAAAAASs/R0GwaDbDKzQ/s72-c/PeurDeclassement.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2252048878160502772</id><published>2009-10-16T09:00:00.000+01:00</published><updated>2009-10-16T09:00:00.568+01:00</updated><title type='text'>Prioridades</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Estou entre aqueles que pensam ser o investimento nas obras públicas importante para a criação de condições de competitividade da economia. Estou também entre os que entendem que, em tempos de crise, o investimento público é indispensável quer para atenuar os efeitos desta, quer para acelerar a retoma da economia. Finalmente, estou entre os que entendem não haver, em tempos de normalidade como, sobretudo, em tempos de crise, um único tipo de investimento benéfico, social e economicamente. Os diversos fins prosseguidos com o investimento nas obras públicas — modernização das condições infra-estruturais do país, efeito de multiplicação sobre o conjunto da economia, promoção do emprego, etc. — só podem ser alcançados com uma combinação bem pensada de diferentes tipos de programas. Entre estes, têm também lugar os agora depreciativamente chamados “megaprojectos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Sou, neste quadro, favorável não só à construção do novo aeroporto como, sobretudo, à construção das linhas de TGV, tanto entre Lisboa e Madrid como entre Lisboa e Porto. Não faz sentido investir na superação do défice de infra-estruturas ferroviárias sem aproveitar o momento para promover um salto tecnológico. Voltarei a este assunto noutro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Porém, como os recursos não são infindáveis, não sou a favor do investimento previsto nas auto-estradas. Como se pode verificar facilmente com os dados resumidos nas figuras (ver abaixo), Portugal tem um défice enorme na ferrovia e, ao mesmo tempo, está entre os países da UE com mais quilómetros de auto-estrada tendo em conta tanto a população como a área do país. É pois na superação do défice principal, na ferrovia, que deve incidir o essencial do investimento público em infra-estruturas de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Até porque, estando em causa recursos públicos, é preciso também avaliar o impacto daquele investimento sobre os (elevados, em termos europeus) níveis de desigualdade socioeconómica. Tendo em conta que uma política de esquerda deve incluir entre os objectivos do investimento público o contribuir para a redução das desigualdades, não é difícil perceber que o investimento na ferrovia promove mais equidade que o investimento em auto-estradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Como, sobretudo se for superado o défice de electrificação das vias ferroviárias (hoje ainda próximo dos 50%), será um investimento mais compatível com os requisitos ambientais da sustentabilidade do desenvolvimento. E a promoção desses requisitos é também, hoje mais do que nunca, um dos objectivos centrais de políticas públicas responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSIa73mDPI/AAAAAAAAAR8/bJjWyGWwWo0/s1600-h/FerroviaPopulacao.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 243px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSIa73mDPI/AAAAAAAAAR8/bJjWyGWwWo0/s400/FerroviaPopulacao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392084650198174962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 1. Quilómetros de ferrovia em uso por milhão de habitantes, UE, 2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/transport/publications/statistics/statistics_en.htm" target="_blank"&gt;EU Energy and Transport in Figures: Statistical Pocketbook 2009&lt;/a&gt;, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSIIilVktI/AAAAAAAAAR0/fiPFixV3tIc/s1600-h/FerroviaArea.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 243px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSIIilVktI/AAAAAAAAAR0/fiPFixV3tIc/s400/FerroviaArea.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392084334173065938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 2. Quilómetros de ferrovia em uso por mil quilómetros quadrados, UE, 2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/transport/publications/statistics/statistics_en.htm" target="_blank"&gt;EU Energy and Transport in Figures: Statistical Pocketbook 2009&lt;/a&gt;, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSHuQZeboI/AAAAAAAAARk/0hNFWByC3ec/s1600-h/AutoestradaPopulacao.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 244px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSHuQZeboI/AAAAAAAAARk/0hNFWByC3ec/s400/AutoestradaPopulacao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392083882614877826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 3. Quilómetros de auto-estrada em uso por milhão de habitantes, UE, 2006&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/transport/publications/statistics/statistics_en.htm" target="_blank"&gt;EU Energy and Transport in Figures: Statistical Pocketbook 2009&lt;/a&gt;, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSH9f-ogoI/AAAAAAAAARs/g2nAuI_3Wo4/s1600-h/AutoestradaArea.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 244px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSH9f-ogoI/AAAAAAAAARs/g2nAuI_3Wo4/s400/AutoestradaArea.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392084144495297154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 4. Quilómetros de auto-estrada em uso por mil quilómetros quadrados, UE, 2006&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/transport/publications/statistics/statistics_en.htm" target="_blank"&gt;EU Energy and Transport in Figures: Statistical Pocketbook 2009&lt;/a&gt;, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2252048878160502772?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2252048878160502772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2252048878160502772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/prioridades_16.html' title='Prioridades'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StSIa73mDPI/AAAAAAAAAR8/bJjWyGWwWo0/s72-c/FerroviaPopulacao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7687984545473899615</id><published>2009-10-15T09:00:00.000+01:00</published><updated>2009-10-15T09:00:02.123+01:00</updated><title type='text'>IRS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não há razão para excluir do IRS rendimentos individuais que não tenham origem no trabalho. Rendimento é rendimento, ponto. Uma reforma fiscal de esquerda, que deve ter entre os seus objectivos a redução das desigualdades, tem pois de acabar com a iníqua distinção fiscal entre rendimentos do trabalho, pesadamente taxados, e rendimentos de operações bolsistas, moderadissimamente taxados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em segundo lugar, a progressividade do imposto sobre os rendimentos individuais deve aumentar. Só assim se introduz mais equidade na redistribuição, pois não é justo que o custo relativo da privação de rendimento associado ao imposto comece a diminuir exactamente quando os rendimentos começam a ser muito mais elevados. Exemplificando, sobre um rendimento anual bruto de 50.000 euros não deve poder incidir a mesma taxa que incide sobre um rendimento de um milhão de euros (20 vezes maior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Reduzir a desigualdade de rendimentos não é apenas uma questão sociopolítica, é também económica. Se não houver travão ao total centramento da racionalidade económica na busca da maximização do rendimento individual no curto prazo, alguns dos factores da presente crise serão repostos em funcionamento com os mesmos resultados de ontem. O problema não é (de raiz) moral: ou mudamos os incentivos económicos ou não alteramos os comportamentos que estiveram na origem da subordinação do comportamento empresarial ao espírito do capitalismo financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Uma reforma com estas orientações, sem travagem do crescimento económico, é viável. Recorde-se o precedente histórico: durante os Trinta Gloriosos anos do crescimento económico após a II Guerra Mundial, a taxa máxima de IRS nos EUA foi sempre superior a 70%. Nos EUA, não no mundo nórdico da social-democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; No que se refere à taxa máxima de IRS, Portugal ocupa, na União Europeia (UE), uma posição intermédia: 42%, próximo da média de 38% para o conjunto dos países da UE. Valor bem acima do das taxas irrisórias praticadas em muitos dos países do Leste, mas também claramente abaixo dos mais de 50% observáveis no mundo nórdico (ver figura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Sublinhe-se, no entanto, que Portugal foi o único, repito, o único país da UE que, entre 1995 e 2008, subiu a taxa máxima de IRS. Em média, na UE, aquela taxa baixou 9,5 pontos percentuais no período em causa, enquanto em Portugal subiu 2 pontos. Não é pois preciso inventar a roda, basta continuar a percorrer o caminho iniciado durante o primeiro governo de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StB9ZAvJeUI/AAAAAAAAARU/-oPnrAbD9bk/s1600-h/TaxaMaximaIRSUE2008.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 353px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StB9ZAvJeUI/AAAAAAAAARU/-oPnrAbD9bk/s400/TaxaMaximaIRSUE2008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390946622610438466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Taxa máxima de IRS nos países da UE, 2008 (em percentagem)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/taxation/gen_info/economic_analysis/tax_structures/index_en.htm" target="_blank"&gt;Taxation Trends in the European Union&lt;/a&gt;, edição de 2009, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7687984545473899615?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7687984545473899615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7687984545473899615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/irs.html' title='IRS'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StB9ZAvJeUI/AAAAAAAAARU/-oPnrAbD9bk/s72-c/TaxaMaximaIRSUE2008.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3522353344881096841</id><published>2009-10-14T09:00:00.004+01:00</published><updated>2009-10-14T10:39:48.225+01:00</updated><title type='text'>Impostos indirectos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Para além da distorção em favor dos rendimentos, no caso dos impostos directos, Portugal apresenta ainda outras peculiaridades na sua estrutura de impostos. Em especial, Portugal é um dos países da União Europeia (UE) em que é maior a parte dos impostos indirectos (tipo IVA) no total dos impostos: 42%, quando a média da União se fica pelos 38%. Como se pode verificar através dos dados da figura 1, compartilhamos, na UE, o espaço dos países do Leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Sendo a taxa nos impostos indirectos fixa, isto é, não variando em função do rendimento dos consumidores, quanto maior for a sua parte nos impostos totais mais se elimina do regime fiscal a lógica da progressividade. E, portanto, maior é a injustiça social do regime e menos este contribui para reduzir as desigualdades na distribuição do rendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ora, Portugal é hoje o terceiro mais desigual país da UE, apenas ultrapassado pela Bulgária e pela Roménia (ver figura 2). Em 2007, a parte do rendimento dos 20% mais ricos era, em Portugal, 6,5 vezes maior do que a parte dos 20% mais pobres. A comparar com um rácio de 5 para o conjunto da UE e de 3,4 para a Suécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Trata-se, em resumo, de peculiaridade do regime fiscal a precisar de ser corrigida com urgência, ainda que progressivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StTBcm9PbwI/AAAAAAAAASE/bUr8rz_d2Hk/s1600-h/ImpostosIndirectos.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StTBcm9PbwI/AAAAAAAAASE/bUr8rz_d2Hk/s400/ImpostosIndirectos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392147351107235586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 1. Parte dos impostos indirectos nos impostos totais, UE, 2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/taxation/gen_info/economic_analysis/tax_structures/index_en.htm" target="_blank"&gt;Taxation Trends in the European Union&lt;/a&gt;, edição de 2009, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StTBnrftdXI/AAAAAAAAASM/hiP855_2mqs/s1600-h/DesigualdadeRendimento20.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StTBnrftdXI/AAAAAAAAASM/hiP855_2mqs/s400/DesigualdadeRendimento20.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392147541304112498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 2. Rácio entre o rendimento dos 20% mais ricos e o dos 20% mais pobres, UE, 2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;plugin=1&amp;language=en&amp;pcode=tsisc010" target="_blank"&gt;Eurostat&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3522353344881096841?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3522353344881096841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3522353344881096841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/impostos-indirectos.html' title='Impostos indirectos'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/StTBcm9PbwI/AAAAAAAAASE/bUr8rz_d2Hk/s72-c/ImpostosIndirectos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4138718736414610438</id><published>2009-10-13T09:00:00.003+01:00</published><updated>2009-10-13T09:00:06.332+01:00</updated><title type='text'>Pagamento especial por conta</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A suspender, primeiro, e a substituir logo que possível, nas funções que cumpria, por um IRC mínimo com valor fixado em função da actividade e da dimensão da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A suspender, pois não é possível, em tempo de crise, presumir rendimentos equivalentes a tempos de normalidade e, deste modo, criar problemas de tesouraria às empresas. Sobretudo porque faz também parte da crise a subida da taxa de juro, nas operações bancárias de tesouraria das micro e pequenas empresas, para valores da ordem dos 20%. Não o ter compreendido a tempo já deu à direita que inventou o mecanismo a possibilidade de aparecer como a defensora da sua suspensão em tempo de eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A substituir, depois, porque há meios mais eficazes de, simultaneamente, alargar a base fiscal, aumentando a colecta global, e reduzir a carga fiscal para cada empresa. O exemplo espanhol demonstra-o bem. A criação de um IRC mínimo com valor fixado em função da actividade e da dimensão da empresa permitiu aquele alargamento com níveis de tributação mais aceitáveis e, ainda, a concentração dos recursos da administração fiscal onde eles podem, de facto, fazer a diferença: na fiscalização pormenorizada das contas das médias e grandes empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Até porque, numa lógica verdadeiramente de esquerda, não é o lucro mas a sua distribuição como rendimento, directo ou indirecto, que deve ser alvo de impostos crescentemente elevados. Resultados não distribuídos são indispensáveis ao investimento, devendo pois ser taxados com moderação. Sobretudo num país que tanto precisa de crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Infelizmente, Portugal é um dos países da União Europeia (UE) em que é maior a parte dos impostos pagos pelas empresas no total dos impostos directos: 38%, a comparar com a média europeia de 28%, ou com os 21% da Suécia e os 12% de Alemanha e Dinamarca (ver figura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/Ss-e5SA5_ZI/AAAAAAAAARM/wScBG7mb7Ok/s1600-h/ImpostosEmpresasImpostosDirectos.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390701985911143826" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 353px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/Ss-e5SA5_ZI/AAAAAAAAARM/wScBG7mb7Ok/s400/ImpostosEmpresasImpostosDirectos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Parte dos impostos pagos pelas empresas no total dos impostos directos, UE, 2007 (em percentagem)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: European Commission (2009), &lt;a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/taxation/gen_info/economic_analysis/tax_structures/index_en.htm" target="_blank"&gt;Taxation Trends in the European Union&lt;/a&gt;, edição de 2009, Luxemburgo, Office for Official Publications of the European Communities.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4138718736414610438?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4138718736414610438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4138718736414610438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/pagamento-especial-por-conta.html' title='Pagamento especial por conta'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/Ss-e5SA5_ZI/AAAAAAAAARM/wScBG7mb7Ok/s72-c/ImpostosEmpresasImpostosDirectos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3651766043928967457</id><published>2009-10-09T19:06:00.000+01:00</published><updated>2009-10-09T19:07:53.011+01:00</updated><title type='text'>Razão mais do que suficiente para votar no Paulo em Almada</title><content type='html'>Porque a política em Portugal, no plano nacional como no local, precisa urgentemente do contributo da esquerda progressista, isto é, da esquerda igualitarista, liberal e cosmopolita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3651766043928967457?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3651766043928967457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3651766043928967457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/razao-mais-do-que-suficiente-para-votar.html' title='Razão mais do que suficiente para votar no Paulo em Almada'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6078316223802548602</id><published>2009-10-09T10:00:00.000+01:00</published><updated>2009-10-09T10:00:03.782+01:00</updated><title type='text'>28,90+11,48+0,26+0,26 = Santana</title><content type='html'>Os resultados das eleições legislativas não são directamente transponíveis para as autárquicas? Pois não. Mas também não são resultados totalmente estranhos às mesmas. Por isso, a vitória de António Costa e do PS em Lisboa será uma vitória contra a normalidade da votação na coligação de direita, só possível com base numa eficaz clarificação das alternativas em confronto, só possível se ninguém ficar em casa, se a esquerda votar útil em massa e se ao centro prevalecer o bom senso sobre a identidade tribal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois não digam que foram surpreendidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6078316223802548602?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6078316223802548602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6078316223802548602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/28901148026026-santana.html' title='28,90+11,48+0,26+0,26 = Santana'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1484106206129756091</id><published>2009-10-08T12:20:00.000+01:00</published><updated>2009-10-08T12:11:04.448+01:00</updated><title type='text'>Rendimento mínimo garantido, rendimento máximo permitido</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Infelizmente, a direita conseguiu rebaptizar o “rendimento mínimo garantido” como “rendimento social de inserção”. Pois do que se trata é mesmo de garantir um rendimento mínimo que, para além de tudo o mais, contrarie os efeitos não só sobre os próprios mas também sobre terceiros das formas extremas de pobreza. A começar pelos efeitos sobre os mais jovens da pobreza dos pais, independentemente das razões dessa pobreza, pois a esses jovens não podem ser assacadas responsabilidades, mesmo nos casos em que elas o podem ser aos pais. Numa sociedade mais justa, a lotaria moral das heranças sociais, a começar pela lotaria da família de nascimento, não deve fixar de uma vez por todas as oportunidades de vida de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; E, já agora, por muito que tal repugne à direita que temos, muito neoconservadora mas pouco conservadora, muito neoliberal mas pouco liberal, o inverso também é verdadeiro. O rendimento mínimo garantido deve conviver com o rendimento máximo permitido. Não há razões sociais, económicas ou morais que justifiquem o crescimento exponencial dos rendimentos individuais sem um correspondente aumento da progressividade do imposto sobre esses rendimentos. Em primeiro lugar, porque não há sucesso individual que não beneficie dos recursos sociais que viabilizam a ampliação das capacidades individuais para agir. Depois, porque o incentivo economicamente desejável ao investimento e à reprodução alargada do capitalismo é contrariado quando não há limites à busca do rendimento máximo no curto prazo. E, finalmente, porque quando a desigualdade é extrema o sentido de justiça social é moralmente abalado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Portanto, senhores Rui Rio e Paulo Portas, o problema-chave em Portugal não está no rendimento social de inserção, como clamam, mas na falta de um rendimento máximo permitido. Ou seja, na necessidade de uma reforma fiscal que acentue, e muito, a actual progressividade dos impostos sobre as pessoas individuais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1484106206129756091?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1484106206129756091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1484106206129756091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/rendimento-minimo-garantido-rendimento.html' title='Rendimento mínimo garantido, rendimento máximo permitido'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1842170938398530345</id><published>2009-10-08T12:11:00.002+01:00</published><updated>2009-10-08T17:10:18.898+01:00</updated><title type='text'>A superioridade moral dos comunistas, perdão, do autarca social-democrata</title><content type='html'>Segundo Manuela Ferreira Leite, “o autarca social-democrata tem princípios, tem valores…”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1842170938398530345?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1842170938398530345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1842170938398530345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/superioridade-moral-dos-comunistas.html' title='A superioridade moral dos comunistas, perdão, do autarca social-democrata'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2279041056429253539</id><published>2009-10-07T14:32:00.002+01:00</published><updated>2009-10-07T14:38:13.680+01:00</updated><title type='text'>Louco, um? Todos!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É conhecida a anedota do condutor que, viajando em contramão na auto-estrada, ouve um aviso na rádio sobre o perigoso automobilista louco que põe em risco a vida dos outros viajantes. Louco um? Todos, todos estão em contramão neste mundo enlouquecido, exclama aquele condutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Faz lembrar Santana, quando reivindica para Lisboa o exclusivo europeu da excentricidade de um aeroporto no centro da cidade. Loucos, loucos serão todos os outros, em Paris ou em Amesterdão, em Estocolmo ou em Madrid, em Londres ou em Viena. Loucos serão todos esses que se amedrontam com os problemas de segurança, que se incomodam com os níveis de ruído, que não sabem estar quietos no presente e passam o tempo a projectar o futuro. Todos em contramão, Santana na sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2279041056429253539?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2279041056429253539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2279041056429253539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/louco-um-todos.html' title='Louco, um? Todos!'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4641978512950640988</id><published>2009-10-06T16:53:00.002+01:00</published><updated>2009-10-06T16:58:21.030+01:00</updated><title type='text'>Prioridade ao transporte público</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A vitória da coligação Unir Lisboa, nas próximas autárquicas, será também a vitória de uma política de prioridade ao transporte público sobre uma política de prioridade ao automóvel. Uma vitória de programa e não “apenas” de liderança. Se quisermos uma cidade mais agradável e sustentável, precisamos de menos carros e de mais transportes públicos. E não só de menos carros em circulação: qualquer pessoa que visite qualquer cidade do Norte da Europa pode experimentar as vantagens de circular num espaço urbano menos saturado de carros estacionados na via pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; “Se quer um túnel vá de metro” é, por isso, uma frase feliz, que resume todo um programa alternativo de organização da cidade. Lisboa deve concentrar o essencial dos recursos de que dispuser no domínio da circulação para investir em infra-estruturas para o transporte público. A questão é técnica mas também social: só com mais transporte público é possível construir um espaço público mais sustentável, e só com mais transporte público é possível garantir mais equidade nos resultados do investimento dos dinheiros públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; “Se quer um túnel vá de comboio” podia ser, por analogia, a reivindicação-chave de uma nova política nacional de transportes e obras públicas. Lisboa não pode transformar-se numa aldeia gaulesa cercada por auto-estradas pejadas de carros…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4641978512950640988?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4641978512950640988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4641978512950640988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/prioridade-ao-transporte-publico.html' title='Prioridade ao transporte público'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7809107339146233255</id><published>2009-10-01T23:15:00.002+01:00</published><updated>2009-10-01T23:19:53.812+01:00</updated><title type='text'>Essa mítica entidade que dá pelo nome próprio de Eleitorado</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É sempre a mesma coisa, depois de eleições multiplicam-se os argumentos com base na invocação das decisões do eleitorado. Como, por exemplo, no apelo &lt;a href="http://www.compromissoaesquerda.com/" target="_blank"&gt;Compromisso à Esquerda&lt;/a&gt;: “&lt;span style="color:#006600;"&gt;ao rejeitar a maioria absoluta, o eleitorado apontou para a necessidade de entendimentos entre os partidos. Além disso, tendo em conta a maioria das esquerdas, podemos dizer também que o eleitorado aponta para que, prioritariamente, tais esforços de entendimento sejam feitos neste sentido&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Neste notável exemplo estão contidas pelo menos três afirmações sobre as decisões dessa mítica entidade que dá pelo nome próprio de Eleitorado: (1) o eleitorado retirou a maioria absoluta ao PS; (2) o eleitorado quer que os partidos se entendam; (3) o eleitorado quer entendimentos à esquerda. Nenhuma das afirmações faz qualquer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O PS perdeu a maioria absoluta porque a soma dos eleitores que nele votaram foi menor em 2009 do que em 2005. O fim da maioria absoluta é o resultado final agregado de milhões de escolhas eleitorais individuais, não a decisão inicial de uma qualquer entidade colectiva. O resultado de escolhas de eleitores não a intenção do ”eleitorado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Da mesma forma, o facto de não haver maioria absoluta nada nos diz sobre o que pretende a maioria dos eleitores de cada partido (ou do conjunto dos partidos). A maior das fragmentações pode ser o resultado de uma balcanização sectária, como a maior das maiorias absolutas pode estar associada à preferência pela concertação; ou vice-versa. As preferências políticas dos eleitores têm que ser empiricamente conhecidas, não retoricamente simuladas com base em proclamações sobre as preferências do eleitorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Como o eleitorado não foi consultado sobre as preferências por entendimentos à esquerda, ao centro ou à direita, a última afirmação é também vazia de sentido. Dizer que há uma maioria de esquerda significa simplesmente dizer que os votos somados dos três partidos classificados como de esquerda representam mais de 50% dos votos validamente expressos nas últimas eleições. Não significa que os eleitores que fizeram as escolhas que culminaram nesse resultado prefiram maioritariamente, em termos globais ou por partido, uma convergência entre PS, BE e PCP; como não significa o contrário. Pura e simplesmente, não sabemos, sendo abusivo pretender o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Para concluir. É legítimo que os signatários do apelo &lt;a href="http://www.compromissoaesquerda.com/" target="_blank"&gt;Compromisso à Esquerda&lt;/a&gt; afirmem preferir um entendimento entre PS, BE e PCP. Mas é a sua preferência, não a preferência de um eleitorado que não existe enquanto entidade dotada de capacidade para ter e exprimir preferências ou para decidir sobre o que quer que seja. Ora, se queremos fundamentar as nossas preferências não nos podemos dispensar de argumentar sobre os benefícios que delas decorrem, coisa que os signatários dispensam em troca da invocação das preferências do Eleitorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adenda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima o argumento da preferência do eleitorado sobre entendimentos à esquerda é totalmente arbitrário, mesmo que punhamos provisoriamente de parte a questão-chave acima discutida. Alguns dos subscritores do apelo referido questionaram publicamente no passado a “natureza” de esquerda do PS, preferindo classificá-lo uns ao centro, outros mesmo à direita. Ora, em função da qualificação do PS que retivermos, poderemos dizer que o eleitorado preferiu entendimentos à esquerda, ao centro ou à direita. Decidam-se, mas não é honesto ir mudando de classificação em função das variações da conjuntura política.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7809107339146233255?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7809107339146233255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7809107339146233255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/essa-mitica-entidade-que-da-pelo-nome.html' title='Essa mítica entidade que dá pelo nome próprio de Eleitorado'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6161367469098487523</id><published>2009-09-30T23:10:00.003+01:00</published><updated>2009-09-30T23:17:03.059+01:00</updated><title type='text'>Falso precedente para golpe palaciano</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Segundo Pacheco Pereira: “&lt;span style="color:#006600;"&gt;Não é líquido que o Presidente da República aceite todas as combinações aritméticas que o número de deputados e partidos possa permitir para fazer uma maioria. Tem nisso um precedente em Mário Soares, que, após a moção de censura que derrubou o governo minoritário de Cavaco Silva, não aceitou a solução maioritária do PS+PRD que Constâncio lhe propôs&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Pois, mas a alternativa de Soares não foi convidar outra qualquer coligação a formar governo, mas dissolver a Assembleia e convocar novas eleições. Recorde-se. Num primeiro momento, na sequência das eleições de 1985, Soares convidou o lider do partido mais votado, ainda que sem maioria absoluta, o PSD, a formar governo. Mais tarde, na sequência do derrube desse governo minoritário de Cavaco, Soares, ao não aceitar a proposta de coligação PS+PRD, não aceitou a formação de um governo sem a participação do partido que tinha ganho as últimas eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Cuidado, pois, com as comparações e os falsos precedentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6161367469098487523?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6161367469098487523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6161367469098487523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/falso-precedente-para-golpe-palaciano.html' title='Falso precedente para golpe palaciano'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-634113145928206664</id><published>2009-09-30T23:00:00.000+01:00</published><updated>2009-09-30T23:38:37.494+01:00</updated><title type='text'>Reformas e resultados eleitorais</title><content type='html'>Já foi por muitos assinalado que o PS ganhou as eleições &lt;u&gt;apesar&lt;/u&gt; das campanhas dirigidas contra José Sócrates, &lt;u&gt;apesar&lt;/u&gt; dos efeitos de uma crise mundial que começou por ser financeira mas rapidamente se transformou em económica e social, &lt;u&gt;apesar&lt;/u&gt; dos descontentamentos corporativos gerados por reformas necessárias mas há muito adiadas. Parcialmente de acordo. As referidas reformas até poderiam ter custado a maioria absoluta numa situação de estabilidade sociopolítica. Mas no contexto de uma campanha de assassinato de carácter como nunca tinha sido visto em Portugal, e no auge de uma crise mundial como a que ainda hoje vivemos, talvez sem o crédito de confiança ganho com as reformas não tivesse sido possível vencer estas eleições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-634113145928206664?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/634113145928206664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/634113145928206664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/reformas-e-resultados-eleitorais.html' title='Reformas e resultados eleitorais'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5803605506599087863</id><published>2009-09-25T20:49:00.003+01:00</published><updated>2009-09-25T20:55:23.149+01:00</updated><title type='text'>Notas finais sobre a campanha</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1. O partido rasca.&lt;/strong&gt; O título cabe por inteiro mérito ao MMS, autor do mais abjecto cartaz eleitoral, no qual se propõe mudar Portugal introduzindo a pena da castração: para este tipo de renovação partidária já tinhamos o PRN. De onde se conclui que o facto de ser novo nada diz sobre a bondade da criatura: nos novos tanto estão as propostas respeitáveis, ainda que controversas, do MEP, como as propostas rascas, ainda que populares, do MMS e de Eduardo Correia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O partido-Estado.&lt;/strong&gt; Uma das (muitas) vantagens da invenção do mercado foi a diferenciação entre poder político e poder económico e, consequentemente, uma menor concentração de todos os poderes numa única instituição. Foi esta diferenciação, ainda, que abriu a possibilidade de constituir tanto a esfera política como a esfera económica em campos de luta institucionalizados com pesos e contra-pesos específicos. No primeiro caso, através da invenção da democracia liberal; no segundo com a criação de um regime pluralista de relações industriais que abriu caminho à institucionalização da participação de todos os parceiros sociais. Quando o BE apenas vê bondade no Estado e maldade no mercado, abre caminho à concentração progressiva do poder num único campo, com o consequente risco de totalitarismo que sempre emergiu quando esse caminho foi até ao fim percorrido. Regulação política dos mercados não é o mesmo que controlo estatal da economia, e só é possível introduzir justiça na economia quando essa confusão é evitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. O partido do medo.&lt;/strong&gt; Não há crescimento sem endividamento. Qualquer empresário, pequeno, médio ou grande, o sabe desde sempre. Agitar em abstracto o fantasma do endividamento é o mesmo que recusar a utilidade económica do sistema financeiro, em geral, e dos bancos, em particular. O problema não está no endividamento mas nas razões desse endividamento: quando o aumento do consumo é o seu principal objectivo, o endividamento é frequentemento um problema, podendo levar à ruína milhares de indivíduos; quando a aventura militar está na sua origem, o endividamento pode arruinar estados e não apenas indivíduos, como o exemplo histórico ilustra repetidamente; quando o investimento é o seu objectivo o endividamento pode ser virtuoso. Importa por isso analisar os investimentos que estão na origem do endividamento para avaliar a sua razoabilidade. E avaliá-los tendo em conta que, no fim, algum risco existirá em qualquer investimento, por mais controlado que ele pareça à partida. Quando o PSD apenas vê riscos no endividamento e ignora as vantagens económicas do investimento público, comporta-se como um partido conservador que, traindo a sua identidade reformista, dificilmente estará em condições de induzir dinâmicas de desenvolvimento num país que delas precisa com urgência. O medo nunca fez avançar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. O PS merece ganhar as eleições.&lt;/strong&gt; E merece-o porque é o único partido com possibilidades de governar que dá garantias de poder contribuir politicamente para a modernização do país. Porque defendendo a regulação da vida económica e a sustentabilidade das políticas sociais não tem do mercado a imagem negativa do BE. Mas também porque sabendo não haver progresso sem riscos recusa a auto-paralisia sugerida pelo PSD e aposta forte, num momento de crise grave, na promoção pública das condições de modernização da sociedade portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5803605506599087863?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5803605506599087863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5803605506599087863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/notas-finais-sobre-campanha.html' title='Notas finais sobre a campanha'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5937989257521589233</id><published>2009-09-24T22:11:00.001+01:00</published><updated>2009-09-24T22:12:57.557+01:00</updated><title type='text'>Contra o dogmatismo, em defesa da razão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Em relação ao mercado, a posição do BE é dogmática. Por isso, no seu programa o mercado surge como uma entidade maligna sobre a qual deverão incidir medidas de cerceamento, controlo, limitação. Por isso, os agentes que actuam no mercado são definidos como movidos, em princípio, por interesses inconfessáveis, recomendando-se medidas especiais para os vigiar. Em parte alguma, no programa do BE, se encontram referências à criação de condições para o desenvolvimento das empresas ou, muito menos, para o incremento da igualdade de oportunidades entre os agentes que actuam no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Para os que não querem ver o BE e Louçã com poderes excessivos na definição da política nacional, por temerem o ataque à razão que estes protagonizam, a solução é concentrar votos no PS. E, ao contrário do que afirma Pacheco Pereira, não é o voto no PS que abre caminho ao BE, é o voto inútil no PSD que poderá abrir brechas que permitam o reforço da influência dos inimigos da razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5937989257521589233?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5937989257521589233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5937989257521589233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/contra-o-dogmatismo-em-defesa-da-razao.html' title='Contra o dogmatismo, em defesa da razão'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8077508798941409208</id><published>2009-09-23T19:51:00.003+01:00</published><updated>2009-09-23T21:36:38.230+01:00</updated><title type='text'>Estranha forma de convergência (actualizado com adenda)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; No seu programa eleitoral, o PSD de Manuela Ferreira Leite anuncia lapidarmente: “Apostaremos na diversificação de ofertas educativas a partir do 7.º ano (via profissionalizante).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em &lt;a href="http://browse.oecdbookshop.org/oecd/pdfs/browseit/9609021E.PDF" target="_blank"&gt;Education Today&lt;/a&gt;, de 2009, a OCDE recomenda: “&lt;strong&gt;Limit early tracking and streaming and postpone academic selection:&lt;/strong&gt; The OECD suggests careful review of early differentiation into schools of different types in those education systems that practise it and holds strong reservations about introducing it in those education systems that do not” (p. 82).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Estranha forma esta de convergência com a Europa descoberta pelo PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adenda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que alguém se lembre de relativizar a crítica ao PSD com o argumento, à João Rodrigues, de que a OCDE é uma organização neoliberal (tem dias...), convém especificar que a recomendação citada foi retirada do capítulo do relatório dedicado à “equidade e igualdade de oportunidades” e tem a seguinte fundamentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;The countries with high quality and high equity have embraced student heterogeneity and avoided premature and differentiated structures:&lt;/strong&gt; Evidence from PISA (and comparison with evidence at the primary school phase from the Progress in International Reading Literacy Study [PIRLS]) and from countries which have introduced comprehensive schooling, suggests that early tracking is associated with reduced equity in outcomes and sometimes weakens results overall. In countries with early selection of students into highly differentiated education systems, differences among schools are large and the relationship between socio-economic background and student school performance stronger&lt;/span&gt;” (p. 78).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8077508798941409208?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8077508798941409208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8077508798941409208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/estranha-forma-de-convergencia.html' title='Estranha forma de convergência &lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;(actualizado com adenda)&lt;/span&gt;'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6296031002152684120</id><published>2009-09-22T18:49:00.002+01:00</published><updated>2009-09-22T18:53:38.430+01:00</updated><title type='text'>Ventos de Leste</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Segundo o PSD, a despesa pública em Portugal é muito elevada. Daí que proponha, no seu programa eleitoral, “preparar um programa plurianual de redução do peso de despesa pública no PIB, com metas quantificadas e fixas por cada ano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Já segundo o Eurostat, o peso da despesa pública no PIB era em Portugal, em 2008 (últimos dados disponíveis), ligeiramente inferior à média da UE e da zona euro. No pódio do maligno peso excessivo da despesa pública no PIB encontramos, no mesmo ano, a Suécia, a França e a Dinamarca; lideravam os mais poupadinhos a Eslováquia, a Lituânia e a Bulgária (ver gráfico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SrkOjL_-lII/AAAAAAAAAQk/UKluT9fhFh8/s1600-h/DespesaPublicaUE2008.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384350827177481346" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 329px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SrkOjL_-lII/AAAAAAAAAQk/UKluT9fhFh8/s400/DespesaPublicaUE2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Peso da despesa pública no PIB, 2008&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&amp;amp;init=1&amp;amp;plugin=1&amp;amp;language=en&amp;amp;pcode=tec00023" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eurostat&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Resumindo. O programa do PSD propõe-nos que viremos costas à social-democracia escandinava e definamos como modelo de referência para Portugal os novos países do Leste. São escolhas. Mas depois não se queixem das suspeitas de um programa de privatizações generalizadas dos serviços públicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6296031002152684120?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6296031002152684120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6296031002152684120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/ventos-de-leste.html' title='Ventos de Leste'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SrkOjL_-lII/AAAAAAAAAQk/UKluT9fhFh8/s72-c/DespesaPublicaUE2008.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1730809286673928336</id><published>2009-09-22T15:50:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T15:51:19.267+01:00</updated><title type='text'>OCDE com as políticas do Governo PS</title><content type='html'>Segundo o último relatório da OCDE, é necessário, para sair da crise, mais investimento público, em particular nas novas tecnologias, bem como uma aposta clara na educação e formação. Segundo Nicolau Santos, “&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&amp;visual=9&amp;tm=6&amp;t=OCDE-recomenda-investimentos-nas-novas-tecnologias.rtp&amp;article=280626" target="_blank"&gt;parece um relatório escrito por José Sócrates…&lt;/a&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1730809286673928336?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1730809286673928336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1730809286673928336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/ocde-com-as-politicas-do-governo-ps.html' title='OCDE com as políticas do Governo PS'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5064238344166883940</id><published>2009-09-21T12:34:00.000+01:00</published><updated>2009-09-21T12:37:29.249+01:00</updated><title type='text'>Estado máximo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; “&lt;span style="color:#006600;"&gt;Assim, é preciso assumir:&lt;/span&gt; […] &lt;span style="color:#006600;"&gt;o controlo público da investigação científica e da tecnologia…&lt;/span&gt;” [do programa eleitoral do BE, p. 66, última linha].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Está bem, é só no capítulo sobre energia, mas não deixa de ser inquietante, como princípio. Adeus autonomia científica …&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5064238344166883940?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5064238344166883940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5064238344166883940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/estado-maximo.html' title='Estado máximo'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5949230304438466413</id><published>2009-09-21T12:27:00.000+01:00</published><updated>2009-09-21T12:28:41.777+01:00</updated><title type='text'>O programa do BE tem um capítulo secreto sobre aumento dos impostos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Há afirmações que sendo inverificáveis nunca podem ser desmentidas. Por exemplo, num registo irónico, Carlo M. Cipolla construiu toda uma teoria geral da estupidez humana a partir de um enunciado, inverificável por definição, do tipo “o número de estúpidos em circulação numa dada sociedade é sempre subestimado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Num outro registo, mas utilizando o mesmo dispositivo retórico, Louça afirmou que o “programa do PS tem um capítulo secreto sobre privatizações”. Nestes termos, o criticado fica sem defesa, pois para além do que disser ficará sempre o que não disse por ser secreto. Se o humor ficou para trás não foi por troca com a seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Usando a mesma ligeireza, apetece-me hoje dizer que o programa do BE tem um capítulo secreto sobre aumento dos impostos: de todos os impostos, para todas as pessoas. Não é isso que lá está escrito? Claro, é secreto… Mas faz sentido, pois como o BE quer nacionalizar o sector da energia e aumentar o investimento e a despesa pública sem freios “economicistas”, não poderá fazer outra coisa que não seja aumentar generalizadamente os impostos, para todos. Um capítulo secreto, sem margem de dúvida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5949230304438466413?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5949230304438466413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5949230304438466413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/o-programa-do-be-tem-um-capitulo.html' title='O programa do BE tem um capítulo secreto sobre aumento dos impostos'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7681886835010861080</id><published>2009-09-18T17:27:00.003+01:00</published><updated>2009-09-18T17:35:04.221+01:00</updated><title type='text'>Será a pasta dos dentes um bem essencial?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SrI-jro1KYI/AAAAAAAAAQc/p0YRfeUZqH0/s1600-h/PastaMedicinalCouto.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382433287391488386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 20px 20px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SrI-jro1KYI/AAAAAAAAAQc/p0YRfeUZqH0/s200/PastaMedicinalCouto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Do programa eleitoral do BE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#006600;"&gt;O neoliberalismo impõe a separação &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;entre os locais de produção &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;e os locais de consumo… &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;É necessário mudar de paradigma, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;sobretudo para os bens essenciais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Incentivar o consumo&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;de bens produzidos localmente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;...&lt;/span&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7681886835010861080?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7681886835010861080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7681886835010861080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/sera-pasta-dos-dentes-um-bem-essencial.html' title='Será a pasta dos dentes um bem essencial?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SrI-jro1KYI/AAAAAAAAAQc/p0YRfeUZqH0/s72-c/PastaMedicinalCouto.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4622001414637961876</id><published>2009-09-17T15:18:00.006+01:00</published><updated>2009-09-17T15:29:01.305+01:00</updated><title type='text'>Que políticas para uma escola desigual?</title><content type='html'>No seu programa eleitoral, o PSD propõe “&lt;span style="color:#006600;"&gt;o progressivo alargamento da liberdade de escolha entre escolas da rede pública&lt;/span&gt;”. O mesmo já tinha sido proposto por João Carlos Espada em Novembro de 2005, e sobre o mesmo já na altura me tinha pronunciado &lt;a href="http://ocanhoto.blogspot.com/2005/11/saber-citar.html" target="_blank"&gt;aqui no Canhoto&lt;/a&gt;. Na altura como agora, convém sublinhar que o objectivo principal de qualquer governo deve ser melhorar TODAS as escolas públicas, e não apenas promover, através da concorrência, umas quantas escolas de elite para onde sejam canalizados os filhos dos que têm mais informação e recursos para fazer as escolhas certas (e delas obter respostas positivas…). Enquanto a nossa rede de escolas públicas for das mais desiguais da OCDE, como é revelado nos dados do PISA, a prioridade à escolha só servirá para reproduzir e agravar essa mesma desigualdade. Mais escolha sim, depois, e só depois, de uma melhoria generalizada de TODAS as escolas públicas: tema sobre o qual nada encontramos no programa eleitoral do PSD. Ou seja, a proclamação geral sobre a “escolha” esconde, de facto, o alinhamento com uma visão profundamente elitista da educação. A convergência com Espada não surpreende.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4622001414637961876?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4622001414637961876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4622001414637961876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/que-politicas-para-uma-escola-desigual.html' title='Que políticas para uma escola desigual?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4198721358656322318</id><published>2009-09-16T19:55:00.003+01:00</published><updated>2009-09-16T20:02:45.227+01:00</updated><title type='text'>Crato escondido com rabo de fora</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Do exercício de comparação dos programas dos partidos resultam algumas conclusões surpreendentes. Por exemplo, formalmente, os dois programas mais parecidos são os do PC e do PSD. Em ambos predominam as proclamações ideológicas sobre as programáticas, as ideias gerais sobre as medidas concretas de política. E se no caso de um partido de protesto como o PC a vacuidade resultante é pouco importante, o mesmo já não se passa quando o programa em causa é o de um possível partido de Governo, como o PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No caso do PSD, aliás, o problema é ainda mais grave, pois o estilo enrolado nem sequer permite identificar com clareza a natureza ideológica das propostas em causa. Um exemplo, retirado do capítulo sobre a educação: “&lt;span style="color:#006600;"&gt;Privilegiaremos […] a definição e verificação, preferencialmente por entidades exteriores à escola, de objectivos mínimos para o respectivo ano ou ciclo de estudos, com o objectivo de estimular a aprendizagem e apontar exemplos de sucesso.&lt;/span&gt;” A clarificação do que está enrolado exige tradução. Traduzamos, pois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a) a “verificação […] de objectivos mínimos para o respectivo ano ou ciclo de estudos” = mais exames nacionais;&lt;br /&gt;(b) “preferencialmente por entidades exteriores à escola” = os exames passam a ser realizados por entidades privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ou seja, o PSD compra as teses de Nuno Crato de multiplicação de exames nacionais no final de cada ano de ensino, prática totalmente original em termos internacionais, e de privatização do GAVE (o organismo do Ministério da Educação que prepara e aplica os exames e provas nacionais). Tudo bem. Podia era dizê-lo em vez de o esconder com uma frase enrolada. Como podia a seguir deixar de fazer de anjinho quando confrontado com a crítica de que pretende encetar a privatização da educação, na linha, aliás de declarações públicas de Manuela Ferreira Leite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4198721358656322318?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4198721358656322318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4198721358656322318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/crato-escondido-com-rabo-de-fora.html' title='Crato escondido com rabo de fora'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5776313609880396276</id><published>2009-09-15T16:45:00.003+01:00</published><updated>2009-09-15T18:56:15.909+01:00</updated><title type='text'>Irresponsabilidades</title><content type='html'>A propósito do anti-espanholismo primário de Manuela Ferreira Leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; No seu último livro (&lt;em&gt;Um Mundo Sem Regras&lt;/em&gt;), Amin Maalouf chama a atenção para o perigoso deslize da ideologia para o identitário que caracteriza o mundo político pós-Guerra Fria. Hoje, para surpresa de muitos, assistimos à revitalização de velhas “identidades assassinas”, para usar o título de outro livro do autor, as quais operam com particular eficácia a partir da remissão para concepções herdadas de conflitos do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Vale a pena citar Maalouf extensamente, para se perceber o cuidado com que as questões identitárias devem ser tratadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#006600;"&gt;Ultrapassar os preconceitos e os ódios não está inscrito na natureza humana. Aceitar o outro não é nem mais nem menos natural do que rejeitá-lo. Reconciliar, reunir, adoptar, moderar, pacificar são gestos voluntários, gestos de civilização que exigem lucidez e perseverança; gestos que se adquirem, que se ensinam, que se cultivam. Ensinar os homens a viver juntos é uma longa batalha que nunca está completamente ganha. Requer uma reflexão serena, uma pedagogia hábil, uma legislação apropriada e instituições adequadas.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Reflexão serena, pedagogia hábil, lucidez, perseverança… Tudo o que faltou e falta na insistente chamada à campanha eleitoral, por Manuela Ferreira Leite, dos demónios nacionalistas do anti-espanholismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5776313609880396276?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5776313609880396276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5776313609880396276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/irresponsabilidades.html' title='Irresponsabilidades'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8208967314849826579</id><published>2009-09-14T22:14:00.002+01:00</published><updated>2009-09-14T22:19:57.335+01:00</updated><title type='text'>Abaixo de Santana</title><content type='html'>A insistência no perigo espanhol e as proclamações contra os estrangeiros feitas por Manuela Ferreira Leite, a propósito do TGV, são do mais rasteiro que até agora ouvi numa campanha eleitoral em Portugal. Abaixo, mas muito abaixo, de Santana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8208967314849826579?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8208967314849826579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8208967314849826579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/abaixo-de-santana.html' title='Abaixo de Santana'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-355845050756185412</id><published>2009-09-14T19:41:00.000+01:00</published><updated>2009-09-14T19:42:52.865+01:00</updated><title type='text'>Da evocação de Aljubarrota ao desprezo elitista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Quem quer a ligação TGV entre Lisboa e Madrid são os espanhóis, para assim poderem beneficiar de ajudas europeias na construção da ligação entre a capital e Badajoz. Sócrates só estaria, por isso, a fazer um frete aos inimigos de Castela, clamou Manuela Ferreira Leite. Num tempo de construção europeia, dispensava-se a reacção chauvinista; num tempo de crise económica dispensava-se a convocação dos fantasmas do nacionalismo. Revela pouco sentido de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Pois, essas coisas, resmungou com desprezo Manuela Ferreira Leite enquanto Sócrates falava em reformas na educação como a introdução do inglês e da escola a tempo inteiro, no primeiro ciclo do ensino básico. Desprezo só possível de entender por quem acha que tudo isso é menor por já ser há muito conhecido… no privado. Revela pouca sensibilidade social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-355845050756185412?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/355845050756185412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/355845050756185412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/da-evocacao-de-aljubarrota-ao-desprezo.html' title='Da evocação de Aljubarrota ao desprezo elitista'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7429273033896651048</id><published>2009-09-13T16:44:00.004+01:00</published><updated>2009-09-16T17:30:45.744+01:00</updated><title type='text'>BE desqualifica profissão de professor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; No programa eleitoral partidário do BE procurei e encontrei com facilidade o ataque ao estatuto da carreira docente dos professores do ensino básico e secundário. Encontrei, em particular, a rejeição da categoria de “professor titular” que o BE considera “fracturar” o corpo docente. Não admira pois que o BE declare comprometer-se com a “&lt;span style="color:#009900;"&gt;defesa [...] do fim da fractura entre professores de primeira e de segunda&lt;/span&gt;”, leia-se, com o fim da hierarquização da carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No programa eleitoral do BE procurei mas não encontrei a contestação da fractura dos professores universitários em três categorias ou, usando a linguagem do BE, da fractura entre professores de primeira, segunda e terceira. Pelo contrário, encontrei uma defesa explícita dessa hierarquização no quadro da crítica do BE ao estatuto da carreira docente no ensino politécnico. Citando: “&lt;span style="color:#009900;"&gt;o Bloco de Esquerda rejeita a proposta governamental de Estatuto do Politécnico e exige a equiparação com as universidades, do ponto de vista dos percursos e dos processos de qualificação do pessoal docente&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Para esta dualidade de critérios só encontro duas explicações plausíveis. A primeira, será uma desvalorização, pelo BE, da profissão de professor não universitário. Recusando atribuir-lhe o estatuto de qualificação que reconhece à carreira de professor universitário, o BE trata a profissão docente no ensino básico e secundário como uma ocupação indiferenciada, e portanto não hierarquizável. Em rigor, o BE opera assim uma deslocação do seu critério de professores de “primeira” e de “segunda” para a oposição entre professores universitários e “profissionais da educação” (do básico e secundário). O elitismo implícito só supreenderá quem não tiver dado a devida atenção a outras propostas do BE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; A segunda explicação baseia-se no pressuposto de que o Partido dos professores catedráticos Francisco Louçã e Fernando Rosas sabe ser demagógico qualificar a hierarquização das carreiras docentes como fractura entre professores de primeira e de segunda (e de terceira). O compromisso público do BE com a reivindicação de eliminação da categoria de professor titular configuraria, neste caso, uma estratégia oportunista de caça ao voto sem princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Não sei o que me incomoda mais nesta proposta do BE, se o seu eventual elitismo se o seu possível oportunismo político. O que sei é que, objectivamente, o BE prova assim ter em muito baixa consideração o estatuto profissional dos professores do ensino básico e secundário. Pois mesmo a aceitação da hipótese do oportunismo requer uma desvalorização das suas consequências, por desvalorização da missão da escola pública. Ou, então, uma nova explicação: a de total irresponsabilidade do BE em relação às consequências das suas propostas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7429273033896651048?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7429273033896651048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7429273033896651048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/be-desqualifica-profissao-de-professor.html' title='BE desqualifica profissão de professor'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4941280194797827486</id><published>2009-09-12T15:25:00.006+01:00</published><updated>2009-09-12T15:40:39.275+01:00</updated><title type='text'>O perigo de se poder escolher o que o BE acha mal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Citando, do programa do BE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#006600;"&gt;Por último, virar a universidade para o mundo dos negócios exigiu uma mudança profunda na sua estrutura de governo interno. Essa mudança foi imposta com a aprovação do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), que diminuiu drasticamente a representatividade de professores, alunos e funcionários nos órgãos de gestão ao mesmo tempo que abriu as portas a ‘personalidades de reconhecido mérito’. No novo modelo Paulo Teixeira Pinto (ex-BCP), Rui Nabeiro (Delta Cafés), Américo Amorim, José Fernandes (Microsoft), Henrique Granadeiro (PT), para mencionar apenas alguns nomes, encontram-se agora em posição de determinar as escolhas estratégicas das universidades públicas portuguesas.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Segundo o tão odiado RJIES (pelo partido de Louçã), as personalidades externas que participam nos conselhos gerais das universidades não poderão ser menos de 30% nem mais de 34% dos membros desses conselhos. É portanto difícil perceber como poderão “determinar as escolhas estratégicas das universidades portuguesas”. Ainda segundo o RJIES, essas personalidades externas: (i) devem gozar de “reconhecido mérito” e ter “conhecimentos e experiência relevantes” para a universidade em causa; (ii) são livremente escolhidas pelos representantes eleitos dos professores, alunos e funcionários de cada universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ou seja, não só as personalidades externas serão sempre minoritárias como o seu perfil não é imposto por ninguém, nada obrigando a que sejam empresários ou gestores. Se hoje há empresários ou gestores nos conselhos gerais das universidades é simplesmente porque quem os escolheu (professores, alunos e funcionários) preferiu esses perfis. Normal, nem todos partilham os preconceitos do BE em relação ao mercado e às competências empresariais e de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; O problema do BE está pois na possibilidade, não na obrigatoriedade, de os representantes democraticamente eleitos dos corpos universitários fazerem escolhas com as quais aquele partido não concorda. O BE não se limita a achar mal que haja empresários e gestores nos conselhos gerais das universidades, acha sobretudo mal que outros possam achar bem e, pior ainda, que possam ver essa preferência viabilizada por escolhas livres num quadro de decisão democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Em rigor, quando o BE propõe, no seu programa, “a anulação do actual Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior”, fá-lo para limitar escolhas que não consegue controlar. É porque perde no confronto democrático local que quer, a partir de cima, usar a lei para evitar escolhas diferentes das suas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4941280194797827486?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4941280194797827486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4941280194797827486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/o-perigo-de-se-poder-escolher-o-que-o.html' title='O perigo de se poder escolher o que o BE acha mal'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3963339986569301326</id><published>2009-09-11T23:14:00.003+01:00</published><updated>2009-09-11T23:27:44.324+01:00</updated><title type='text'>Desnortes</title><content type='html'>Uma das frases a seguir citadas é extraída de um cartaz do Bloco de Esquerda, na campanha eleitoral para a Câmara de Lisboa. A outra, de um discurso do líder do PRN, também sobre a actual Câmara da capital.&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Basta lembrar [...] as negociatas ilegais ou imorais em que esta Câmara é pródiga.”&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Lisboa não é negócio.”&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Ou alguém perdeu o norte ou a deriva “à esquerda” contra o Estado de direito é mais grave do que parece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3963339986569301326?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3963339986569301326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3963339986569301326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/desnortes.html' title='Desnortes'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3229642889627342775</id><published>2009-09-10T19:54:00.000+01:00</published><updated>2009-09-10T19:55:33.417+01:00</updated><title type='text'>O maravilhoso país da soma</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Já conhecíamos as propostas, à PC e à CDS, de redução dos impostos (ou não aumento dos mesmos) e de ampliação do fornecimento de serviços e bens públicos. Propostas só possíveis de concretizar, como se sabe, no maravilhosos país da soma, onde a subtracção é uma operação lógica e empiricamente impossível. Nesta campanha eleitoral ficámos a conhecer duas novas variantes daquelas velhas propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A primeira foi lapidarmente apresentada por Francisco Louçã nos debates televisivos. Consiste em, através da nacionalização de empresas-chave no domínio da energia, aumentar a receita do Estado, por apropriação pública dos dividendos gerados por uma Galp nacionalizada, e, simultaneamente, diminuir os custos públicos da energia, baixando os preços praticados por aquela empresa. Ficamos sem saber como é que com preços de venda dos combustíveis mais baixos poderia a Galp gerar os mesmos rendimentos que hoje gera e que Louçã reclamou para aumentar a receita do Estado. Enigmas do maravilhoso país da soma, o único em que a redução dos preços de venda de um produto não se subtrai aos resultados operacionais da empresa que os pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A segunda variante é mais sofisticada, procedendo à anulação do tempo. Paulo Rangel explicou-a com clareza: é possível reduzir impostos e taxas sociais e aumentar as prestações sociais suspendendo o que designa por “megaprojectos” (tipo TGV). O problema é que os tempos de diminuição da receita por via fiscal e de aumento da despesa por aumento das prestações sociais coincidem, mas a poupança com a suspensão dos grandes projectos só se faz sentir dois ou três anos depois. O maravilhoso país da soma é pois, neste caso, um país sem tempo, o único em que a proposta do PSD não será uma proposta de explosão do défice das contas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; E pronto, o mundo está de pernas para o ar. A proposta do BE de aumentar as receitas do Estado com os rendimentos da nacionalização da Galp &amp; Companhia só é possível com um Estado ganancioso nos mercados energéticos. A proposta do PSD de baixa dos impostos com a promessa de manutenção ou mesmo ampliação das prestações sociais é uma proposta de aumento brutal do défice das contas públicas, pelo menos nos próximos dois, três anos. A crise é, pelos vistos, mais grave do que pensávamos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3229642889627342775?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3229642889627342775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3229642889627342775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/09/o-maravilhoso-pais-da-soma.html' title='O maravilhoso país da soma'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4690729870104436620</id><published>2009-06-03T11:48:00.002+01:00</published><updated>2009-06-03T11:55:09.846+01:00</updated><title type='text'>Como?</title><content type='html'>Segundo António Barreto, ontem na SIC Notícias, o provedor de justiça é “uma das raras boas aquisições institucionais depois do 25 de Abril”. Estamos perante mais uma proclamação &lt;em&gt;a la&lt;/em&gt; Brian (do filme dos Monty Python).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que o 25 de Abril nos legou de bom para além de aquisições instituicionais como:&lt;br /&gt;_o pluralismo político?&lt;br /&gt;_as eleições livres?&lt;br /&gt;_a independência do poder judicial?&lt;br /&gt;_a universalização da protecção social?&lt;br /&gt;_o sistema nacional de saúde?&lt;br /&gt;_o alargamento da escola pública?&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada! Respondem em coro os nacionais-pessimistas.&lt;br /&gt;Ou, numa versão um-pouco-quase-nada-menos pessimista:&lt;br /&gt;— “O provedor de justiça”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4690729870104436620?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4690729870104436620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4690729870104436620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/06/como.html' title='Como?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-439353728301852308</id><published>2009-06-02T13:33:00.000+01:00</published><updated>2009-06-02T13:34:08.167+01:00</updated><title type='text'>Identidade para além do aceitável</title><content type='html'>Choca que, em caso de catástrofe, seja possível fazer títulos triunfantes nos média com frases como “Não há vítimas portuguesas”, afirmando-se, assim, uma hierarquia da vida e da morte em função da nacionalidade. Choca mas é, provavelmente, condição de sobrevivência do próprio nacionalismo, pois, no fundo, este só fará plenamente sentido se os “outros” forem um pouco menos humanos do que os “nós”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-439353728301852308?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/439353728301852308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/439353728301852308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/06/identidade-para-alem-do-aceitavel.html' title='Identidade para além do aceitável'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2967247434866090342</id><published>2009-06-01T12:24:00.004+01:00</published><updated>2009-06-01T19:05:39.941+01:00</updated><title type='text'>Falta de mundo</title><content type='html'>É o que se conclui quando se ouvem vozes preocupadas com o volume da imigração em Portugal. O grande problema português não é o número de imigrantes mas o fraco contributo da imigração para o rejuvenescimento da população nacional. Sublinhe-se, da população nacional, não apenas da população residente em Portugal. Veja-se, a propósito, a baixíssima relação em Portugal, em 2006, entre o número de aquisições da nacionalidade (ainda com a anterior lei) e o número de nascimentos: 3,5%, contra 74% no Canadá ou, mais perto de nós, 48% na Suécia; ou ainda, aqui ao lado, contra 13% em Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelhecimento da população agravado e exclusão identitária dos migrantes serão sempre as consequências de uma política de imigração tão pouco cosmopolita como a que se reclama quando se agita o fantasma da “imigração a mais em Portugal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SiO6sTzaKsI/AAAAAAAAAQM/KLnu3eEb3SA/s1600-h/AquisicaoNacionalidade2006.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342318853384448706" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 381px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SiO6sTzaKsI/AAAAAAAAAQM/KLnu3eEb3SA/s400/AquisicaoNacionalidade2006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Relação entre aquisições da nacionalidade e nascimentos em alguns países desenvolvidos (em percentagem), 2006&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fontes: OCDE &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ocde.p4.siteinternet.com/publications/doifiles/812008071P1T030.xls" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(aquisições da nacionalidade)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;; Nações Unidas &lt;/span&gt;&lt;a href="http://unstats.un.org/unsd/demographic/products/vitstats/serATab3.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(nascimentos)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2967247434866090342?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2967247434866090342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2967247434866090342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/06/falta-de-mundo.html' title='Falta de mundo'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SiO6sTzaKsI/AAAAAAAAAQM/KLnu3eEb3SA/s72-c/AquisicaoNacionalidade2006.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5394682374703028280</id><published>2009-06-01T11:08:00.003+01:00</published><updated>2009-06-01T11:24:00.168+01:00</updated><title type='text'>Alguém fez uma associação estúpida entre imigração e desemprego a propósito de nadadores-saladores brasileiros</title><content type='html'>Em Portugal não há nadadores-salvadores suficientes para a vigilância das praias, dificultando o cumprimento de requisitos de segurança durante a época balnear e tornando mais difícil, por exemplo, a sua expansão. Isso mesmo pude constatar eu próprio, em conversa com concessionários de praias na Costa da Caparica.&lt;br /&gt;Em Portugal, há também uma taxa de desemprego para o conjunto das profissões elevada.&lt;br /&gt;Que deveriamos concluir da relação entre estes dois factos? Que há uma boa oportunidade profissional para quem queira ser nadador-salvador ir fazer a formação adequada, nada mais.&lt;br /&gt;Não havendo pessoas disponíveis para o desempenho da profissão, o Instituto de Socorros a Náufragos fez um protocolo com a sua congénere brasileira para que  ao abrigo de um protocolo cidadãos brasileiros viessem desempenhar esse papel entre nós. Aplaudo a iniciativa. Melhora o nosso turismo e dá mais segurança aos banhistas.&lt;br /&gt;Mas, se e&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1250068"&gt;sta notícia de hoje do DN&lt;/a&gt; não for desmentida, alguém fez a mais estúpida das associações entre imigração e desemprego, a que costuma ser feita pelo CDS e pela extrema-direita e travou esse protocolo. O que ganham os portugueses em geral com isso? Menos vigilância e de pior qualidade nas praias. E os desempregados sem habilitações para serem nadadores-salvadores? Rigorosamente nada. No fim, perdemos em todos os planos. E, no das ideias, se est notícia for verdadeira, o pensamento de esquerda sofre uma derrota significativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5394682374703028280?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5394682374703028280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5394682374703028280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/06/alguem-fez-uma-associacao-estupida.html' title='Alguém fez uma associação estúpida entre imigração e desemprego a propósito de nadadores-saladores brasileiros'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1767470554081675691</id><published>2009-05-30T17:51:00.001+01:00</published><updated>2009-06-01T09:53:41.059+01:00</updated><title type='text'>União Nacional (revisto)</title><content type='html'>O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. &lt;del&gt;Chega!&lt;/del&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;“As famílias portuguesas acima das famílias políticas”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Salazar assinaria por baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1767470554081675691?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1767470554081675691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1767470554081675691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/uniao-nacional.html' title='União Nacional (revisto)'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3367905829736913473</id><published>2009-05-30T17:49:00.000+01:00</published><updated>2009-05-30T17:50:37.800+01:00</updated><title type='text'>De barriga cheia</title><content type='html'>Segundo Mário Nogueira, o alargamento da acção social escolar realizado por este Governo é nada. Ou melhor, são “as migalhas da acção social”. Fala assim de barriga cheia quem acha que, para os seus objectivos, quanto pior melhor, mesmo que para tal tenha que fazer prova de chocante falta de sensibilidade social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3367905829736913473?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3367905829736913473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3367905829736913473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/de-barriga-cheia.html' title='De barriga cheia'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-763598660856551783</id><published>2009-05-29T16:14:00.000+01:00</published><updated>2009-05-29T16:15:28.707+01:00</updated><title type='text'>Santa ignorância!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Primeiro António Barreto, depois &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/05/um-governo-anacronico.html" target="_blank"&gt;André Freire&lt;/a&gt;, prematuramente auto-elevado à categoria de nacional-pessimista (da linha “está tudo mal”). Será tão difícil de entender que as instruções de realização de um exame devem ser o mais precisas possível para evitar variações de comportamento com influência nos resultados? Que neste campo o que se pretende quando se quer garantir a comparabilidade daqueles resultados é mesmo evitar a autonomia interpretativa do aplicador? Nunca coordenaram a aplicação de um questionário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; E, já agora, duas observações. Primeiro: não se pode querer fazer das notas dos exames um elemento fundamental da avaliação do sistema educativo e, ao mesmo tempo, ignorar os efeitos de aplicações variáveis sobre a distribuição dessas notas. Segundo: exactamente porque variações de aplicação podem tornar incomparáveis resultados de testes que se querem comparáveis, o manual da OCDE sobre o PISA é ainda mais pormenorizado do que o citado manual do ME. Claro que se pode ignorar o problema técnico em causa e proclamar, ao melhor estilo &lt;em&gt;X-Files&lt;/em&gt;, que a OCDE pretende, através do PISA, controlar centralmente o sistema educativo de todos os países membros da organização… Ou ignorar a referência a boas práticas internacionais generalizadas com um saloismo transvertido de irreverência anti-hegemónica…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-763598660856551783?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/763598660856551783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/763598660856551783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/santa-ignorancia.html' title='Santa ignorância!'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3201559748057817566</id><published>2009-05-29T00:10:00.003+01:00</published><updated>2009-06-01T19:18:20.262+01:00</updated><title type='text'>Entricheirados</title><content type='html'>Contra a reforma do ensino superior, esta ou qualquer outra, cavam-se trincheiras em defesa de um sistema cujo desempenho não resiste a uma comparação internacional séria. Esta reacção conservadora procura ocupar o espaço público recorrendo a um conjunto de exercícios de retórica, exemplarmente postos em prática na entrevista de António Novoa ao &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; de 21 de Maio. Recordemos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Primeiro exercício: a desvalorização do que começou por se combater. Exemplo: “o essencial de Bolonha está longíssimo de ser cumprido”. Admitamos sem dificuldade que ainda falta consolidar devidamente a transição para o modelo de Bolonha, embora essa consolidação tenha níveis diferentes em diferentes universidades. Tal não evita que, antes da lei de 2006, Bolonha estivesse longíssimo de se iniciar. Se então não foi possível adiar a mudança, agora menoriza-se o alcance dessa mesma mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Segundo exercício: a caricaturização do que se critica. Exemplo: “o RJIES [regime jurídico das instituições do ensino superior] é o fechar de um ciclo em que se endeusava a lógica do mercado, da gestão empresarial… Nos últimos seis meses, o mundo avançou de uma maneira tão brutal que muitos destes modelos se tornaram caducos”. Comprovação da proclamada orientação para o mercado do RJIES por referência ao articulado da lei, nada (apenas uma citação descontextualizada de Vital Moreira). Como também nada tem a ver com orientação mais pública ou mais mercantil da reforma a reivindicação a propósito feita de mais participação institucional dos estudantes nos órgãos das universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Infelizmente, a eficácia destes exercícos de retórica anti-reformista é facilitada pela forma como o MCTES tem lidado quotidianamente com as instituições do ensino superior. É pena, mas António Nóvoa tem razão quando, em entrevista ao último &lt;em&gt;Notícias Sábado&lt;/em&gt;, afirma que “este Governo intervém de mais onde não devia, que é na vida das instituições, na sua autonomia, e de menos onde devia, que é na regulação e na avaliação do sistema”. É só substituir “Governo” por “MCTES”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3201559748057817566?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3201559748057817566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3201559748057817566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/entricheirados.html' title='Entricheirados'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4824026148809852980</id><published>2009-05-25T21:59:00.000+01:00</published><updated>2009-05-25T22:01:27.303+01:00</updated><title type='text'>Mais verbos irregulares</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Interessante, a dualidade de critérios nos julgamentos sobre episódios de gravação clandestina de aulas. Sobre a gravação com câmaras escondidas que, em Maio de 2006, serviu de base a uma reportagem da RTP sobre a violência nas escolas, elogiou-se quem gravou pois mais importante do que os meios usados foi o que assim tinha sido publicamente revelado. Sobre a célebre “batalha” do telemóvel entre a professora do Carolina Michaels e a aluna em estado de histeria, condenou-se quem condenou a divulgação do vídeo na Net. Porém, sobre a gravação da aula da professora de Espinho pouco se falou sobre o conteúdo da dita e muito se tem reclamado contra a “bufaria” (o termo entrou na moda) da gravação. Diferença? Nos dois primeiros casos estavam em causa comportamentos de alunos, no terceiro de uma professora. É mais um verbo irregular: a minha gravação é corajosa, a tua exemplar, a deles um abuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Para que conste: em minha opinião são todas abusivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não resisto, contudo, a um comentário curto sobre o conteúdo da gravação. Quando dele se falou, centraram-se as reclamações no teor sexual da intervenção da docente: escândalo! Infelizmente, pareceu incomodar quase ninguém a diatribe elitista sobre o fosso de qualificações entre a docente em causa e a mãe de uma das alunas. E isto, sim, é que é ataque radical à missão da escola pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4824026148809852980?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4824026148809852980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4824026148809852980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/mais-verbos-irregulares.html' title='Mais verbos irregulares'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7641103598372473723</id><published>2009-05-19T10:59:00.004+01:00</published><updated>2009-05-25T20:39:35.367+01:00</updated><title type='text'>Ninguém merece</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Em 1998, o holandês Jaap Stam tornou-se o defesa mais caro de sempre da história do futebol ao ser transferido do PSV para o Manchester United por 10,6 milhões de libras. Lembro-me de uma entrevista do jogador em que este se pronunciava sobre a relação entre esse valor e o seu mérito enquanto jogador, controversa porque aqueles montantes apenas eram atingidos em transferências de avançados. Cito de memória (e portanto sem grande fidelidade formal). &lt;strong&gt;Entrevistador:&lt;/strong&gt; acha que um defesa central merece mais de 10 milhões de libras? &lt;strong&gt;Stam:&lt;/strong&gt; não (pausa), mas um avançado também não (pausa) e, pensando bem, ninguém merece 10 milhões de libras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Recordei a entrevista na sequência de comentários críticos ao meu texto “Menos de um mexia por ano”. Argumentaram os críticos que o valor de um salário deve ter em conta o valor acrescentado pela actividade de quem recebe esse salário. Porém, o argumento meritocrático tem limites, em primeiro lugar porque a concretização de decisões meritórias requer o trabalho de outros, como recordava Brecht nas “Perguntas de um operário que lê”: “Quem construiu a Tebas das Sete Portas? / Nos livros constam nomes de reis. / Foram eles que carregaram as rochas? / […]”. Em segundo lugar, porque o sucesso de quem actua com mérito depende das condições colectivas que viabilizam essa actuação, o que significa que uma parte daquele valor acrescentado deve permitir não apenas a recompensa do mérito mas também a reprodução ampliada de tais condições. Finalmente, porque a justificação da recompensa material do mérito não pode ser socialmente desproporcionada tendo em conta a dispersão dos salários sem colocar em causa a legitimidade dessa mesma recompensa. Há outras formas, simbólicas, de recompensar o mérito, na actividade empresarial como noutras actividades. Quando subalternizamos a recompensa simbólica do mérito é o próprio valor do mérito como qualidade a promover que desvalorizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em rigor, voltamos sempre ao mesmo: a efectividade e a valorização do mérito dependem de condições sociais que só podem ser mantidas se uma parte do valor acrescentado pelas actividades de quem tem mérito contribuir para reproduzir essas mesmas condições. Para isso a solução é simples e conhecida há muito: chama-se progressividade dos impostos. Essa progressividade tem ainda vantagens económicas tornadas óbvias com a derrocada do modelo neoliberal: desincentiva o centramento da actividade empresarial na procura da máxima rentabilidade no curto prazo, independentemente da sustentabilidade da economia a médio e longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Fazem falta mais Stams.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7641103598372473723?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7641103598372473723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7641103598372473723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/ninguem-merece.html' title='Ninguém merece'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-475255989478394257</id><published>2009-05-15T11:24:00.004+01:00</published><updated>2009-05-15T12:17:44.488+01:00</updated><title type='text'>A crise chegou à economia real, políticas globais mais firmes precisam-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/Sg1C37_3G3I/AAAAAAAAAUU/41Kvnp36Oa0/s1600-h/Varia%C3%A7%C3%A3o+do+PIB+em+rela%C3%A7%C3%A3o+ao+trimestre+hom%C3%B3logo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335994662269688690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/Sg1C37_3G3I/AAAAAAAAAUU/41Kvnp36Oa0/s400/Varia%C3%A7%C3%A3o+do+PIB+em+rela%C3%A7%C3%A3o+ao+trimestre+hom%C3%B3logo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A crise transferiu-se do sistema financeiro para a economia real. A retracção dos mercados mundiais está a afectar os grandes espaços económicos de um modo que o gráfico demonstra inequivocamente. A variação homóloga do PIB continua a afundar-se. Para Portugal, pequena economia aberta e dependente do sector exportador, no qual temos baseado o nosso crescimento, esta conjuntura é muito difícil. Isso mesmo demonstra o gráfico acima (clique para ver ampliado). Se é certo que estamos a evoluir menos mal que o nosso motor económico, a Alemanha, e que o conjunto da área Euro, não é menos certo que estamos a sofrer esta recessão após vários anos de fraco crescimento económico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indicadores sociais, se nada acontecer, reagirão retardada mas fortemente. Aproxima-se o momento de, mais do que falar de crise, se assumirem a nível global políticas mais firmes quanto às suas causas e consequências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-475255989478394257?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/475255989478394257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/475255989478394257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/crise-chegou-economia-real-politicas.html' title='A crise chegou à economia real, políticas globais mais firmes precisam-se'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/Sg1C37_3G3I/AAAAAAAAAUU/41Kvnp36Oa0/s72-c/Varia%C3%A7%C3%A3o+do+PIB+em+rela%C3%A7%C3%A3o+ao+trimestre+hom%C3%B3logo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5109985996576486690</id><published>2009-05-14T17:44:00.005+01:00</published><updated>2009-05-15T16:50:36.840+01:00</updated><title type='text'>Menos de um mexia por ano</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Segundo o &lt;em&gt;Correio da Manhã&lt;/em&gt; da última terça-feira, “Bela Vista custa 1 milhão em subsídio”. O valor estimado corresponderia ao recebido por cerca de &lt;a href="http://www.correiodamanha.xl.pt/noticia.aspx?contentid=37DDFDE6-D1AC-4020-8E6F-0B05D54D5A76&amp;amp;channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181" target="_blank"&gt;275 famílias&lt;/a&gt; beneficiárias do rendimento social de inserção. É uma maneira de fazer contas. Outra seria dizer que a Bela Vista custa 79% de um “mexia” por ano. O valor obtém-se relacionando o total dos subsídios recebidos pelas 275 famílias com a remuneração recebida em 2008 por &lt;a href="http://dn.sapo.pt/bolsa/Interior.aspx?content_id=1189715" target="_blank"&gt;António Mexia&lt;/a&gt;, enquanto presidente executivo da EDP (o gestor português com o salário mais elevado em 2008): 1,26 milhões de euros. Daí o título: “menos de um mexia por ano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Mexia podia mesmo deixar de ser nome próprio e passar a ser unidade monetária. Um por cento de um “mexia” seria considerado um centavo. Usando esta nova unidade, as 275 famílias da Bela Vista receberam quase 80 centavos e um salário mínimo nacional corresponderia a 0,5% de um “mexia”, ou seja, a meio centavo. Já a remuneração bruta anual de um professor catedrático do último escalão com dedicação exclusiva valeria 7% de um “mexia”, ou sete centavos. Ou apenas quatro centavos se fosse um professor auxiliar do primeiro escalão. Difícil sair dos centavos, com esta nova unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Talvez os “mexias” sejam mais úteis para grandes valores. Por exemplo, se o novo aeroporto de Lisboa ficar em cerca de 6 mil milhões de euros (o valor mais alto que encontrei) e tiver um período de vida útil de 35 anos (o período mais curto referido na imprensa), custará 136 mexias/ano. Afinal é quase de borla! Manuela Ferreira Leite tem que rever o significado da palavra mega quando fala em megaprojectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Chato mesmo é António Mexia pagar a mesma taxa de IRS que paga quem ganha sete centavos em unidades mexias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5109985996576486690?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5109985996576486690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5109985996576486690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/menos-de-um-mexia-por-ano.html' title='Menos de um mexia por ano'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8953480706176541788</id><published>2009-05-13T20:18:00.002+01:00</published><updated>2009-05-13T20:21:54.550+01:00</updated><title type='text'>A relevância da liberdade</title><content type='html'>Comparando o que chama as duas repúblicas, a do Estado Novo e a de Abril, afirma Jaime Nogueira Pinto, no &lt;a href="http://www.ionline.pt/content/3988-de-uma-republica-outra" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;i&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de terça-feira&lt;/a&gt;: “segundo sondagens que valem o que valem, 70% [dos portugueses em geral] não se reconhecem em nenhum dos partidos existentes. Mais ou menos a percentagem de cidadãos que não votavam no antigamente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pormenor irrelevante para o cronista parece ser o da relevância da liberdade das escolhas políticas: não é o mesmo escolher não participar e ser proibido de participar. Até porque os que agora escolham não participar podem a qualquer momento mudar de opinião e decidir participar. Definitivamente, a palavra decidir é, para Jaime Nogueira Pinto, um verbo irregular cuja conjugação está repleta de excepções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8953480706176541788?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8953480706176541788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8953480706176541788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/relevancia-da-liberdade.html' title='A relevância da liberdade'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2587011829345950903</id><published>2009-05-12T17:47:00.004+01:00</published><updated>2009-05-15T12:18:04.018+01:00</updated><title type='text'>Devem as contribuições e os impostos pagos pelas empresas ser reduzidos?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Apesar da crise, para já não, ou começará a ser impossível ao Estado cumprir a sua indispensável intervenção anti-crise tanto no plano social como no do investimento público. O endividamento do Estado tem limites, sobretudo em época de destruição de valor financeiro e, portanto, de retracção do crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Mais importante do que a redução da carga fiscal, seria sempre, e ainda mais em tempos de crise, a redução da pressão sobre a tesouraria das empresas. Ora, neste campo, a esquerda tem que perceber que não é possível defender, e bem, o alargamento da intervenção pública, e portanto níveis de fiscalidade próximos dos 50% do PIB, ou mesmo maiores, e, ao mesmo tempo, conviver pacificamente com os longos prazos de pagamento pelo Estado às empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Quando o Estado tem o peso que tem na maioria dos países europeus, é praticamente impossível que boa parte das empresas não o tenham como cliente, regular ou esporádico. Neste contexto, a legitimidade do Estado no plano social pode ser gravemente comprometida com o seu desempenho como agente económico. Atrasando-se nos pagamentos, o Estado prejudica a maioria das micro e pequenas empresas, ao mesmo tempo que beneficia o sector financeiro ou a grande distribuição, em especial, e as grandes empresas, em geral. Contribui assim, ainda que involuntariamente, para distorcer o mercado em favor dos mais fortes e para entravar o crescimento de empresas inovadoras de média dimensão, para, em resumo, bloquear a mobilidade nos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Em tempos de crise, aquele papel perverso do Estado é ainda maior, sobretudo porque, com a retracção do crédito, boa parte da micro e pequenas empresas deixam de poder suportar os prazos de pagamento praticados pelos organismos públicos, aumentando o risco da sua falência em massa. Reduzir esses prazos transpondo para o efeito a directiva europeia que o exige e que o Estado português tem deixado suspensa, seria sempre uma boa medida. Nos tempos que correm, é não só boa como indispensável e urgente. Adiá-la uma vez mais será, no mínimo, um acto de total irresponsabilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2587011829345950903?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2587011829345950903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2587011829345950903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/devem-as-contribuicoes-os-impostos.html' title='Devem as contribuições e os impostos pagos pelas empresas ser reduzidos?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3370442556834378670</id><published>2009-05-11T13:16:00.001+01:00</published><updated>2009-05-11T13:18:36.937+01:00</updated><title type='text'>Mais ensino para todos?</title><content type='html'>A propósito dos que manifestam tantas dúvidas sobre a capacidade de a quase totalidade dos alunos terem condições para chegar ao 12.º ano, uma citação de Emmanuel Todd no último número da &lt;a href="http://www.scienceshumaines.com/" target="_blank"&gt;Sciences Humaines&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#336666;"&gt;Em França, o nível de educação evoluiu em direcção ao topo, acedendo hoje ao ensino superior um terço dos efectivos de cada geração. Podemos imaginar uma retoma deste movimento em direcção ao topo do nível de educação. A história não terminou. Se, na Idade Média, alguém dissesse que um dia todos saberiam ler, as pessoas rebentariam a rir, até, porque, na Idade Média, as pessoas sabiam rir.&lt;/span&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3370442556834378670?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3370442556834378670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3370442556834378670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/mais-ensino-para-todos.html' title='Mais ensino para todos?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3364278461112036551</id><published>2009-05-08T11:42:00.000+01:00</published><updated>2009-05-08T11:44:08.246+01:00</updated><title type='text'>O crescimento do bloco central</title><content type='html'>Com a generalização da crítica à, no mínimo lamentável, mudança das regras de financiamento dos partidos pelo Parlamento, começou a procura de originalidade no comentário político. Neste capítulo, o prémio vai para Pedro Lomba que, na sua crónica de hoje no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;I&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sobre o assunto, conclui afirmando: “Este também é o bloco central”.&lt;br /&gt;Tendo em conta que a referida mudança foi aprovada por todos os partidos parlamentares, o bloco central estende-se agora do BE ao CDS…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3364278461112036551?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3364278461112036551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3364278461112036551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/o-crescimento-do-bloco-central.html' title='O crescimento do bloco central'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5974950410477645475</id><published>2009-05-08T10:12:00.001+01:00</published><updated>2009-05-08T10:12:00.377+01:00</updated><title type='text'>As manifs como a caça?</title><content type='html'>Não sabia que as &lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1222986" target="_blank"&gt;manifestações tinham uma época&lt;/a&gt;, à moda da caça. Parece que essa época é definida em função do período eleitoral, de acordo com a fórmula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M = {[(e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1&lt;/span&gt;+N); (e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;2&lt;/span&gt;-N)] &lt;span style="font-family:arial;"&gt;U&lt;/span&gt; [(e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3&lt;/span&gt;+x); (e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;4&lt;/span&gt;-N)] …}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M é a época de manifestações;&lt;br /&gt;e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1&lt;/span&gt;, e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;2&lt;/span&gt;, e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3&lt;/span&gt;, e&lt;span style="font-size:78%;"&gt;4&lt;/span&gt; são datas de eleições consecutivas;&lt;br /&gt;N é o número de dias de afastamento em relação às datas das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a aprender!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5974950410477645475?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5974950410477645475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5974950410477645475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/as-manifs-como-caca.html' title='As manifs como a caça?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-631307169639662937</id><published>2009-05-07T21:07:00.001+01:00</published><updated>2009-05-07T21:09:05.500+01:00</updated><title type='text'>Começa o jogo perigoso</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Como já referi quer no Outubro quer no Canhoto, uma dos maiores perigos políticos associados à crise é o dos fechamentos nacionalistas. De entre estes fechamentos, a xenofobia é particularmente grave (o outro é o proteccionismo), criando um clima de tensão social que poderá pôr em causa a coesão nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Segundo o novo &lt;a href="http://www.ionline.pt/content/3417-estrangeiros-em-tempo-aperto-sao-os-primeiros-ter-sair-do-pais" target="_blank"&gt;jornal I&lt;/a&gt;, que começa mal com o destaque que dá, na capa, ao tema da ameaça migratória, que prolonga aliás com uma votação &lt;em&gt;on-line&lt;/em&gt; sobre os efeitos da imigração no desemprego, “o governo prepara-se para limitar drasticamente a entrada de imigrantes, com o acordo de patrões e da UGT”. No &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379228" target="_blank"&gt;Público&lt;/a&gt;, ficamos a saber que “Portas [está] satisfeito com anúncio de redução da quota de entrada de imigrantes no país.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Que João Proença branda a ameaça do desemprego para justificar a redução da imigração só surpreenderá quem tiver esquecido a longa tradição xenófoba do movimento sindical, na Europa como nos EUA. Que a direita faça o mesmo apenas mostra como interesses corporativos e ideologias conservadoras são tão facilmente compatíveis entre si quando o tema é a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Que o Governo legitime a ligação entre desemprego e imigração é lamentável. Sobretudo porque quem governa sabe bem que as limitações administrativas à entrada de imigrantes estrangeiros funcionam mal, transformando imigração legal em ilegal mais do que contendo realmente os fluxos de entrada. Como sabe também, ou devia saber, que não sendo as pessoas parvas a existência de desemprego generalizado afasta imigrantes. Ou seja, que o desemprego é um regulador da imigração mais eficaz do que qualquer política de “quotas”. No fim, a imigração diminuirá independentemente das medidas do Governo, o que até fará parecer eficaz as medidas agora anunciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Fica a legitimação discursiva da representação da imigração como ameaça, com o risco de libertação dos demónios da xenofobia que habitam no nosso seio, criando uma dinâmica perigosa porque incontrolável. Aqui como noutros países europeus ou asiáticos, como &lt;a href="http://www.iom.int/jahia/webdav/shared/shared/mainsite/policy_and_research/policy_documents/policy_brief.pdf" target="_blank"&gt;noticia a Organização Internacional das Migrações&lt;/a&gt;, as restrições à mobilidade humana enquanto resposta à crise podem transformar-se num novo problema mais do que numa solução para a crise. Citando: “Just as protectionism in trade needs to be avoided, so should protectionism in human mobility be resisted, as migrants and migration – and indeed human mobility – may be part of the solution, not the problem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Por fim, refira-se que o que está em causa não é a migração em abstracto mas a imigração dos mais pobres. Ao mesmo tempo que aprova, e mal, restrições às entradas de trabalhadores migrantes, o Governo aprova, e bem, um novo Estatuto da Carreira Docente Universitária que, entre outros objectivos, promove a internacionalização dos corpos docentes das universidades nacionais. Talvez não tendo consciência de que o fechamento para os mais pobres poderá, a prazo, alimentar uma reacção xenófoba generalizada que porá em causa a abertura aos mais qualificados. Quem brinca com o fogo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também publicado no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outubro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-631307169639662937?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/631307169639662937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/631307169639662937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/comeca-o-jogo-perigoso.html' title='Começa o jogo perigoso'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4110713444552819042</id><published>2009-05-06T09:09:00.000+01:00</published><updated>2009-05-06T09:09:00.804+01:00</updated><title type='text'>Como moderar os altos salários?</title><content type='html'>«E no entanto, há uma alternativa mais simples e geral, com sistemas de controlo já instalados e menos efeitos colaterais: a progressividade dos impostos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para continuar a ler no &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/" target="_blank"&gt;Outubro&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4110713444552819042?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4110713444552819042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4110713444552819042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/como-moderar-os-altos-salarios.html' title='Como moderar os altos salários?'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5473927553258749355</id><published>2009-05-05T10:36:00.004+01:00</published><updated>2009-05-05T10:44:45.877+01:00</updated><title type='text'>Em favor da massificação escolar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SgAKAUIUqrI/AAAAAAAAAQE/iK1Aavny7wY/s1600-h/ElitismoRepublicano.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 20px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 137px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SgAKAUIUqrI/AAAAAAAAAQE/iK1Aavny7wY/s200/ElitismoRepublicano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332272959326562994" /&gt;&lt;/a&gt;Christian Baudelot &amp;amp; Roger Establet (2009)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.repid.com/L-elitisme-republicain.html" target="_blank"&gt;L’Élitisme Républicain. L’École Française à l’Épreuve des Comparaisons Internationales&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paris, La République des Idées / Seuil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma obra a ler da indispensável República das Ideias. Os autores usam os dados do PISA para contestar o elitismo da escola francesa e, simultaneamente, para sustentar que é possível construir um sistema escolar massificado sem prejudicar a qualidade das aprendizagens. Os principais inimigos de uma boa resolução desta equação seriam a repetência, a selecção precoce e as turmas de nível, que acomodariam no terreno escolar a desigualdade social de partida, em lugar de a contrariar. Citando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#006600;"&gt;De quoi souffre l’école en France ? D’abord et avant tout de son élitisme : une culture du classement et de l’élimination précoce, doublée d’une grande tolérance aux inégalités et à leur reproduction.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ver ainda, na página de La République des Idées dedicada ao livro, os pequenos vídeos de uma entrevista com Christian Baudelot, em particular os subordinados aos temas “La pratique du redoublement est-elle néfaste?” e “Comment réconcilier l’efficacité scolaire et la justice sociale?”. Para terminar, uma referência ao contexto nacional. No primeiro daqueles vídeos, Baudelot considera como “enorme”, e com consequências desastrosas, o nível de repetência em França. Em Portugal, esse nível é mais de duas vezes superior…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5473927553258749355?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5473927553258749355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5473927553258749355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/em-favor-da-massificacao-escolar.html' title='Em favor da massificação escolar'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SgAKAUIUqrI/AAAAAAAAAQE/iK1Aavny7wY/s72-c/ElitismoRepublicano.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-4014000925547722318</id><published>2009-05-05T09:00:00.000+01:00</published><updated>2009-05-05T09:00:01.795+01:00</updated><title type='text'>Da diferença entre denúncia e bufaria</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Comparar um inquérito feito hoje por um organismo de inspecção da República com um acto inquisitorial da PIDE é desvalorizar as diferenças entre democracia e autoritarismo de um modo que apenas desculpabiliza o segundo. Comum, por exemplo, em intervenções de Boaventura Sousa Santos, a estratégia argumentativa da indiferenciação (“é tudo a mesma coisa”) foi agora usada por Manuel Alegre, atingindo o grau máximo da demagogia na tirada “a Escola Pública existe para formar cidadãos e não ‘bufos’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; É toda a denúncia um acto de bufaria? Claro que não ou, no limite, substituiríamos o estado de direito pelo faroeste a acabaríamos a fazer justiça com as próprias mãos. Alguns exemplos, num estilo “expliquem-me lá isso como se eu fosse muito, muito burro”. Um trabalhador denuncia, ao patrão, um colega que rouba a empresa: bufaria ou denúncia legítima? Denúncia legítima, claro. Um trabalhador denuncia, ao patrão, a participação de um colega em protesto sindical: bufaria óbvia. Um aluno denuncia, ao professor, a agressão de um colega: denúncia legítima. Um aluno denuncia, ao professor, o colega que diz que o sôtor cheira mal da boca: queixinhas! Um aluno denuncia, à Inspecção-Geral de Educação, a participação de um professor em manifestação contra o Governo: temos aprendiz de bufo. Um aluno denuncia, à Inspecção-Geral de Educação, o facto de um professor lhe ter dado dinheiro para ir comprar ovos para atirar à ministra: bufaria? Não, denúncia legítima de (sejamos simpáticos) “abuso de posição dominante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Distinguir não é difícil e faz falta quando se quer agir responsavelmente e promover, de facto, a escola pública: o que, convenhamos, é um pouco mais difícil do que a promover retoricamente, grafando-a, simplesmente, com maiúsculas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-4014000925547722318?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4014000925547722318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/4014000925547722318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/da-diferenca-entre-denuncia-e-bufaria.html' title='Da diferença entre denúncia e bufaria'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-738253136540056955</id><published>2009-05-04T15:53:00.001+01:00</published><updated>2009-05-04T15:59:08.812+01:00</updated><title type='text'>Actos isolados</title><content type='html'>Segundo Jerónimo de Sousa, a propósito da agressão a Vital Moreira, não vamos lá com actos isolados. Ou seja, os camaradas foram precipitados e não esperaram por intervenção colectiva coordenada. Só ela, presume-se, poderá ter sucesso contra o desvio parlamentarista burguês e, quem sabe, com sorte, também contra a pequena burguesia radical de fachada socialista. Esperemos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-738253136540056955?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/738253136540056955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/738253136540056955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/actos-isolados.html' title='Actos isolados'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-5546672591087660148</id><published>2009-05-04T13:33:00.000+01:00</published><updated>2009-05-04T13:34:17.310+01:00</updated><title type='text'>A Feira da Ladra, a assinatura da Cais e a desigualdade social</title><content type='html'>«A desigualdade social não se manifesta “apenas” nos planos material e estatutário, prolonga-se no dos julgamentos morais e das avaliações políticas. O recente tratamento informativo de casos de venda ou de penhora do computador Magalhães é disso ilustrativo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para continuar a ler no &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/" target="_blank"&gt;Outubro&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-5546672591087660148?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5546672591087660148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/5546672591087660148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/feira-da-ladra-assinatura-da-cais-e.html' title='A Feira da Ladra, a assinatura da Cais e a desigualdade social'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-346936747456255877</id><published>2009-05-02T18:34:00.000+01:00</published><updated>2009-05-02T18:36:01.792+01:00</updated><title type='text'>Militantes, mandantes e ausentes</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Justificar o ataque sectário a Vital Moreira com o desemprego e a situação das classes trabalhadoras, como o fez Carvalho da Silva (e, lamentavelmente, o insinuou Miguel Portas) é comportamento oportunista que só não surpreende por vir de sectores que da liberdade têm concepção apenas instrumental. Ataque sectário que não é apenas o lado mau do comunitarismo PC que se manifestaria contra os seus dissidentes, mas o outro lado mau desse mesmo comunitarismo que começa por requerer como condição de militância a renúncia à liberdade individual e ao espírito crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Não se tratou pois de acidente mas de afloramento menos bem controlado de característica fundamental de um partido, o PCP, que só sobreviverá enquanto preservar o sectarismo que funda a militância dos seus membros. Objectivamente, o episódio do 1.º de Maio teve pois como mandantes políticos os dirigentes do PCP que cultivam aquele sectarismo e que, por isso, assobiaram para o lado quando questionados sobre o sucedido: a começar pelo secretrário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, o qual parece ter esquecido que mesmo quando não vemos, ouvimos e lemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Grande ausente na intervenção pública sobre este lamentável episódio é o tribuno de serviço à causa do anti-autoritarismo pavloviano: Manuel Alegre. Sempre pronto a denegrir como autoritários actos dos seus adversários políticos, parece conviver pacificamente com a manifestação inequívoca do autoritarismo quando protagonizado por amigos de conveniência. Esclarecedor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-346936747456255877?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/346936747456255877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/346936747456255877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/militantes-mandantes-e-ausentes.html' title='Militantes, mandantes e ausentes'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3313286225625231406</id><published>2009-05-01T18:15:00.001+01:00</published><updated>2009-05-01T23:13:05.044+01:00</updated><title type='text'>Sobre a agressão a Vital Moreira no 1º de Maio da CGTP (revisto)</title><content type='html'>"Não assisti aos factos, não tenho informações suficientes", assim acaba de comentar Jerónimo de Sousa a agressão e os insultos a Vital Moreira na manifestação da CGTP. Ao contrário de Carvalho da Silva que, tentando desculpar, não deixou de lamentar os factos, embora os classificasse como "excessos". Da CGTP, só Carlos Trindade deu a cara para pedir desculpa pelo sucedido. Contudo, Carvalho da Silva acaba mesmo de recomendar ao PS que a campanha "seja cuidadosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta e cinco anos depois de Abril, gestos como o dos militantes da CGTP e palavras como as do Secretário-Geral do PCP são inaceitáveis numa democracia sã. O ódio de certos militantes comunistas ao PS não pode justificar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de outras reflexões, o PS deve agora deixar inequivocamente claro que não tolera nem desculpa tal falta de respeito democrático. Nesse gesto, aliás, estou seguro que será seguido por todos os democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa só não é preocupante porque Vital Moreira não é homem de ter medo e vivemos numa democracia do século XXI. E a agressão só diminui quem a praticou e quem a desculpar, ao passo que engrandece as suas vítimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3313286225625231406?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3313286225625231406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3313286225625231406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/05/sobre-agressao-vital-moreira-no-1-de.html' title='Sobre a agressão a Vital Moreira no 1º de Maio da CGTP (revisto)'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1451885885907809112</id><published>2009-04-30T13:21:00.003+01:00</published><updated>2009-04-30T14:38:39.766+01:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SfmX6DUrw_I/AAAAAAAAAP0/VFUJya8NO34/s1600-h/JesseJames.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 20px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 101px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SfmX6DUrw_I/AAAAAAAAAP0/VFUJya8NO34/s200/JesseJames.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330458657549960178" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;em&gt;Jesse James&lt;/em&gt;, da série Lucky Luke (de Morris e Goscinny), o irmão do célebre bandido, Frank James, cita Shakespeare para citar Shakespeare: numa das cenas, por exemplo, remete para &lt;em&gt;Os Dois Cavalheiros de Verona&lt;/em&gt; (Acto 2, Sena 1) a expressão “aí vem ele”. Na &lt;em&gt;Quadratura do Círculo&lt;/em&gt; da passada semana, Manuel Alegre termina a sua participação no programa citando Jerónimo de Sousa para citar Jerónimo de Sousa: “à justiça o que é da justiça, à política o que é da política”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1451885885907809112?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1451885885907809112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1451885885907809112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/04/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mumyA-O8Z0w/SfmX6DUrw_I/AAAAAAAAAP0/VFUJya8NO34/s72-c/JesseJames.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6671891775628755380</id><published>2009-04-28T19:58:00.001+01:00</published><updated>2009-04-28T20:02:10.467+01:00</updated><title type='text'>De volta ao país dos doutores</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; João Pereira Coutinho, num dos últimos números do &lt;em&gt;Correio da Manhã&lt;/em&gt;, contesta, com ar de politicamente incorrecto, o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos. Argumenta: será que todos os alunos têm condições para chegar ao 12.º ano? E conclui: com este optimismo educacional, que apelida de “romantismo”, acabamos num país só de doutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Com um pouco mais de cuidado, João Pereira Coutinho poderia começar por verificar que não se obriga ninguém a chegar ao 12.º ano de escolaridade e a concluí-lo, mas a estar 12 anos na escola, até aos 18 anos de idade. O que significa que se reconhece que haverá alunos que no fim daquela permanência na escola não terão concluído o 12.º ano. Mas espera-se, também, que o número de alunos nessa condição seja o mais reduzido possível. Romantismo? Não: menos paroquialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Já em 2004, a percentagem de jovens com entre 20 e 24 anos que tinham concluído o secundário atingia os 95% na Noruega e os 91% na República Checa. A não ser que se assuma que os noruegueses e checos sejam hiper-inteligentes e que os portugueses sejam hiper-estúpidos, não se percebe por que razão tais taxas não possam vir, a prazo, a ser atingidas também em Portugal. Até porque não me parece que Noruega e República Checa possam ser facilmente rotulados de paraísos do “facilitismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Mais conhecimento do mundo permite também duvidar do fundamento da ironia “do país dos doutores”. Com já referi no &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=181" target="_blank"&gt;Outubro&lt;/a&gt;, o problema em Portugal não é propriamente de excesso mas de défice de frequência do ensino superior. Em 2005, a taxa bruta de escolarização no ensino superior era em Portugal de 55%, a comparar com os 67% em Espanha, 72% na Rússia, 73% na Austrália, 82% nos EUA e na Suécia, ou 93% na Coreia do Sul e na Finlândia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Infelizmente, parece que em Portugal há muitos que tendo tido a possibilidade de ir mais longe nos estudos do que a maioria receiam perder a vantagem competitiva assim obtida…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6671891775628755380?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6671891775628755380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6671891775628755380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/04/de-volta-ao-pais-dos-doutores.html' title='De volta ao país dos doutores'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-708330401854393179</id><published>2009-04-27T16:54:00.002+01:00</published><updated>2009-04-27T16:58:18.704+01:00</updated><title type='text'>Investimento, liberdade, verdade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não é pelas roupagens poéticas que o &lt;a href="http://www.gppsd.pt/actividades_detalhe.asp?s=11593&amp;ctd=6574" target="_blank"&gt;discurso&lt;/a&gt; de Paulo Rangel em nome do PSD nas cerimónias comemorativas do 25 de Abril na Assembleia da República ganha em razoabilidade. Dizer que o investimento público sequestra a liberdade de decisão das gerações futuras é profundamente demagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em primeiro lugar, o investimento é isso mesmo: investimento, não consumo. O que significa que o valor que hoje se gasta não desaparece numa realização efémera antes se transfere para um activo durável de que beneficiarão as gerações futuras. Em segundo lugar, o uso do investimento em infra-estruturas não é apenas consumo. É também, e muito, mobilização de recursos potenciais em novas actividades económicas que permitirão manter e acelerar o desenvolvimento e produzir mais riqueza, diminuindo assim o custo relativo da dívida criada na altura do investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Sendo banais as observações anteriores, e custando a crer que o PSD foi tomado por uma vertigem demagógica descontrolada, importa tentar identificar as razões de tal discurso. E não é difícil: o que o investimento público dificultará no curto prazo é o objectivo de minimização da carga fiscal característico da melhor doutrina neoliberal. O PSD está a precisar de um discurso de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-708330401854393179?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/708330401854393179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/708330401854393179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/04/investimento-liberdade-verdade.html' title='Investimento, liberdade, verdade'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3411321940901151003</id><published>2009-04-27T15:36:00.001+01:00</published><updated>2009-04-27T15:39:27.412+01:00</updated><title type='text'>A crise, a moral e a política</title><content type='html'>«A crise não é moral mas política. Comportamentos gananciosos e socialmente irresponsáveis haverá sempre, qualquer que seja o sistema socioeconómico. O problema não é pois esse, mas o da existência de regimes de regras (instituições) que desincentivem ou, pelo contrário, incentivem tais comportamentos. E esses regimes de regras são, no essencial, o resultado de decisões políticas. Se a moral fosse suficiente para garantir a civilidade dos comportamentos humanos, a política e o direito seriam socialmente desnecessários.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para continuar a ler no &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/" target="_blank"&gt;Outubro&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3411321940901151003?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3411321940901151003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3411321940901151003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/04/crise-moral-e-politica.html' title='A crise, a moral e a política'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8813375116944371504</id><published>2009-03-30T18:59:00.000+01:00</published><updated>2009-03-30T19:00:26.954+01:00</updated><title type='text'>A minha luta pela reposição da verdade</title><content type='html'>Os processos que coloquei contra os difamadores foram conduzidos exclusivamente pela vontade de contribuir por todos os meios ao meu alcance para que a verdade fosse descoberta. &lt;br /&gt;À medida que esses processos se vão concluindo, fico com a consciência de que lutei até ao último limite para que a verdade fosse totalmente reposta e que, se não o for, não será por eu ter desistido, mas porque outros se desinteressaram de a buscar. Cumpri o meu dever.&lt;br /&gt;Se os tribunais entendem que as mentiras que os difamadores disseram a meu respeito não eram dolosas mas resultantes de erros de identificação, se consideram que os difamadores se afastaram da verdade porque foram ouvidos diversas vezes e não porque tivessem intenção criminosa ou mesmo se considerarem que deixou de ser possível isolar a mentira nos seus depoimentos, tal corresponde a uma valoração judicial da prova que está para além de onde um cidadão vítima de difamação pode e deve ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8813375116944371504?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8813375116944371504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8813375116944371504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/03/minha-luta-pela-reposicao-da-verdade.html' title='A minha luta pela reposição da verdade'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1462102864059582293</id><published>2009-03-30T14:39:00.000+01:00</published><updated>2009-03-30T14:41:02.585+01:00</updated><title type='text'>Convite: vemo-nos domingo na incrível</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SdDLwFprVzI/AAAAAAAAAOg/NUQvTZVFeIQ/s1600-h/Convite-verso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SdDLwFprVzI/AAAAAAAAAOg/NUQvTZVFeIQ/s400/Convite-verso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318975186935699250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1462102864059582293?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1462102864059582293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1462102864059582293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/03/convite-vemo-nos-domingo-na-incrivel.html' title='Convite: vemo-nos domingo na incrível'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SdDLwFprVzI/AAAAAAAAAOg/NUQvTZVFeIQ/s72-c/Convite-verso.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-395684551820760089</id><published>2009-03-09T13:52:00.007Z</published><updated>2009-03-09T14:06:29.098Z</updated><title type='text'>Desemprego: apesar de tudo, Portugal continua a resistir</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SbUgK7uQn8I/AAAAAAAAANQ/r8o2c2eeqWk/s1600-h/desemprego+ocde+jun08-jan09.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SbUgK7uQn8I/AAAAAAAAANQ/r8o2c2eeqWk/s400/desemprego+ocde+jun08-jan09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311186707755868098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Público &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368356"&gt;tem online &lt;/a&gt;os dados sobre desemprego harmonizado da OCDE referentes a Janeiro. A tendência global é de subida ligeira, com países com que nos comparamos frequentemente a registarem, de novo, um agravamento sério.&lt;br /&gt;Enquanto os EUA tendem a ter uma evolução mais negativa que a Europa, Portugal continua a acompanhar a tendência da zona euro, como se pode ver no gráfico. Como já se havia notado o mês passado, apesar de tudo &lt;a href="http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/desemprego-apesar-de-tudo-portugal.html"&gt;Portugal continua a resistir&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-395684551820760089?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/395684551820760089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/395684551820760089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/03/desemprego-apesar-de-tudo-portugal.html' title='Desemprego: apesar de tudo, Portugal continua a resistir'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SbUgK7uQn8I/AAAAAAAAANQ/r8o2c2eeqWk/s72-c/desemprego+ocde+jun08-jan09.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7630954903525173887</id><published>2009-03-03T11:01:00.003Z</published><updated>2009-03-03T11:12:04.727Z</updated><title type='text'>Ataque preventivo: as IPSS e a obrigatoriedade da educação pré-escolar</title><content type='html'>A TSF, esta manhã, tem estado a dar destaque a umas declarações do Padre Lino Maia, Presidente da Confederação das IPSS, &lt;a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1158860"&gt;sobre a efectivação da obrigatoriedade de educação pré-escolar &lt;/a&gt;anunciada por José Sócrates, no fim do Congresso do PS.&lt;br /&gt;AS IPSS acusam o estado de "concorrência desleal" por impôr esta obrigatoriedade, pressupondo que o farão pela expansão da rede pública e que isso ameaçaria a rede de equipamentos que gerem. &lt;br /&gt;O Secretário de Estado da Segurança Social já veio dar garantias de que a rede solidária será tida em conta.Se as IPSS podem estar mais tranquilas com estas declarações, não deixa de ser curioso que tenham feito tal declaração, apesar de todo o respeito que me merece a sua fundamental presença no terreno na área dos equipamentos sociais. Afinal, nem a sua actividade nesta área é um negócio nem é autónoma do Estado, que a co-financia largamente. &lt;br /&gt;Pode (e deve) discutir-se se é mais eficiente o uso de recursos públicos para apoiar a rede solidária, para criar uma rede própria ou para combinar ambas e porque critérios. Mas acusar o Estado de concorrência desleal nesta matéria é como acusá-lo de deslealdade para com outros agentes por haver hospitais públicos.&lt;br /&gt;Em todo o caso, estou convencido que esta acusação não era bem uma acusação, antes um precoce ataque preventivo. Ao que parece, dado o rápido desmentido do Governo, bem sucedido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7630954903525173887?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7630954903525173887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7630954903525173887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/03/ataque-preventivo-as-ipss-e.html' title='Ataque preventivo: as IPSS e a obrigatoriedade da educação pré-escolar'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-8387332441540235750</id><published>2009-03-02T15:04:00.002Z</published><updated>2009-03-02T15:10:53.232Z</updated><title type='text'>A democracia na Guiné Bissau é possível?</title><content type='html'>Em África, a estabilidade democrática é algo muito dificil de atingir, tornando-se dificil perceber as verdadeiras e profundas motivações por trás dos acontecimentos que tornam muitos dos países ingovernáveis.&lt;br /&gt;Agora foi, de novo, a vez da Guiné-Bissau. No dia em que a Assembleia Nacional da Guiné-Bissau tinha previsto iniciar o debate do programa do Governo de Carlos Gomes Júnior, que obteve 2/3 dos votos numas eleições classificadas por todos os observadores internacionais como democráticas, o Presidente da República, Nino Vieira, foi assassinado por militares, numa aparente retaliação ao ataque da noite anterior ao quartel geral das forças armadas, que culminou na morte de várias pessoas, entre as quais do próprio Chefe de Estado Maior.&lt;br /&gt;Desde 1998 que se sucederam golpes e contra-golpes, tendo as eleições de 2005, que levaram Nino Vieira de novo à presidência, representado um forte capital de esperança para a possibilidade de um regime democrático no país. &lt;br /&gt;Apesar de todas as reservas que em relação a ele havia razões para ter, Nino Viera foi, nos últimos anos, o factor de estabilidade de um País marcado por forte instabilidade, facto a que não é alheia a instabilidade interna do PAIGC. Foi também apontado como causador desta instabilidade dentro do PAIGC, suspeitando-se que esteve por detrás da formação de um novo partido (o PRID) que concorreu às últimas eleições com o objectivo declarado de retirar a maioria absoluta ao PAIGC.&lt;br /&gt;Independentemente do que se pudesse dizer e pensar do que foi a vida de Nino Viera, a verdade é que a sua morte abre um novo período de incertezas para a Guiné-Bissau. Pode dizer-se que não há novidade, mas é trágico, porque estamos a falar de um dos países mais pobres do mundo, com um orçamento de estado inferior à maioria dos orçamentos de organismos públicos portugueses, com gravíssimas carências em quase todas as áreas e onde o narcotráfico conseguiu encontrar o terreno propício para se instalar, para desgraça dos guineenses&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-8387332441540235750?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8387332441540235750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/8387332441540235750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/03/democracia-na-guine-bissau-e-possivel.html' title='A democracia na Guiné Bissau é possível?'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6240585973357325396</id><published>2009-02-25T10:29:00.001Z</published><updated>2009-02-25T10:32:56.597Z</updated><title type='text'>Romper o ciclo vicioso</title><content type='html'>“A União Europeia vive com um enquadramento institucional que está hoje manifestamente desactualizado, quer em virtude do vastíssimo alargamento da União Europeia aos países do centro e do leste da Europa e do consequente aumento da diversidade económica e social da UE27, quer em resultado da evolução internacional entretanto verificada, que a crise do sistema financeiro veio agravar e tornar evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…] Cria-se, assim, um ciclo vicioso em que à dificuldade em tomar decisões europeias juridicamente vinculativas sobre assuntos sociais se soma uma escassíssima margem de manobra no plano nacional para qualquer desenvolvimento das políticas sociais com expressão orçamental relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…] É este ciclo vicioso que é necessário romper. […]”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na íntegra em &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=628"&gt;Outubro&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6240585973357325396?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6240585973357325396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6240585973357325396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/romper-o-ciclo-vicioso.html' title='Romper o ciclo vicioso'/><author><name>António Dornelas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11088210804319403459</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-548941136472965827</id><published>2009-02-20T17:04:00.003Z</published><updated>2009-02-20T17:17:53.517Z</updated><title type='text'>Dos maus usos da comparação (entre outras coisas)</title><content type='html'>Em &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/02/vertigem-sectaria-da-esquerda-minima-ii.html" target="_blank"&gt;resposta&lt;/a&gt; a um texto meu no &lt;em&gt;Canhoto&lt;/em&gt;, André Freire resume os argumentos de um seu artigo no &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; que pensou estar na origem dos meus comentários críticos. Desconhecia o dito artigo mas ainda bem que dele assim tomei conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Segundo André Freire, e “de acordo com as percepções dos eleitores de 19 países da UE entrevistados no European Election Study 2004, o PS é um dos partidos socialistas menos ancorados à esquerda da sua família política (isto é, os socialistas e social-democratas agrupados no PSE)”. Acrescenta ainda: “Não é a minha opinião, são dados recolhidos através de inquéritos por questionário junto de amostras representativas da população com 18 e mais anos em cada país.” É falso, é mesmo a opinião de André Freire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Os inquiridos nos estudos referidos por André Freire não comparam partidos da mesma família política em diferentes países: não comparam, por exemplo, o PS com o Partido Socialista Francês. Avaliam, isso sim, a posição dos diferentes partidos do seu país numa escala esquerda-direita, através de diversas questões. Ora, como se sabe, a avaliação que em cada país é feita depende, em muito, da distribuição e peso das diferentes famílias políticas, nesse país. Por exemplo, num país em que as esquerdas marxistas sejam praticamente inexistentes mas em que a democracia-cristã seja forte e tenha grande implantação popular, inclusive em termos sindicais, a social-democracia tenderá a ser avaliada como mais à esquerda do que num país com um sistema partidário que seja o exacto simétrico deste — mesmo que as políticas prosseguidas sejam, rigorosamente, as mesmas. Ou seja, o contexto em que se fazem as avaliações conta, e muito. Por isso, a comparação entre avaliações de inquiridos em diferentes países é obra não dos inquiridos mas de quem usa os dados daquelas avaliações nacionais. Dito de outro modo, não são as percepções dos inquiridos que colocam o PS mais à direita do que outros partidos socialistas e social-democratas europeus mas os usos que André Freire faz dos dados sobre essas percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em segundo lugar, diz André Freire, o facto de PSD e CDS terem votado favoravelmente vários diplomas do actual Governo indicia uma convergência doutrinária entre estes e o PS. O raciocínio é, no mínimo, um pouco elementar. Por um lado, porque o sentido das votações dos partidos com possibilidade de participação na governação tende a ser diferente do dos partidos que se auto-excluem dessa mesma governação. Por outro, porque a ser assim Alegre seria suspeito de desvio direitista por ter votado propostas do CDS que tiveram a oposição do PS, para utilizar um exemplo nacional, ou o Partido Social Democrata Sueco estaria a por em causa a sua história ideológica por, em Dezembro passado, ter votado favoravelmente uma proposta de lei de liberalização da imigração da iniciativa da direita no poder naquele país. Se se quer avaliar eventuais viragens ao centro ou à direita são as políticas que devem ser analisadas, não as tácticas e conjunturas parlamentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Note-se, aliás, que este argumento é contrário à tese defendida num &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/02/vertigem-sectaria-da-esquerda-minima-ii.html" target="_blank"&gt;segundo comentário crítico&lt;/a&gt; de André Freire sobre o meu texto (inicialmente referido). Nesse comentário, André Freire acusa-me de sectarismo por ter criticado o seu uso de uma longa citação de um artigo de Mário Crespo para criticar o Governo e conclui: “se pessoas de direita (ou de esquerda, do governo ou sem ser do governo) disserem coisas com que concordo (ainda que apenas parcialmente, como era o caso e o sublinhei com clareza), então não hesitarei em concordar com elas e em citá-las”. Três reparos, no entanto, pois eu também cito e citarei à direita quando à direita encontrar motivos de acordo. Primeiro, eu não critiquei a citação à direita, mas a citação de Mário Crespo: e essa crítica reafirmo-a, sobretudo tendo em conta o teor do texto citado. Segundo, não é verdade que André Freire cite apenas em função do teor dos argumentos, sendo mais frequente fazê-lo a partir de imputações sobre a autoridade do citado: neste texto não foge à regra, começando por afirmar que “Mário Crespo é um grande senhor do jornalismo, penso que isso não oferece dúvidas a ninguém”. A mim oferece e não serei caso único. Terceiro, André Freire escusava de utilizar a estafada técnica do “eu não vou por aí, mas…”, no caso com o truque “disserem coisas com que concordo (ainda que apenas parcialmente, como era o caso e o sublinhei com clareza)”. Com clareza??!! Clareza seria especificar com o que concretamente concordava e com o que não concordava. Assim mais parece um &lt;em&gt;disclaimer&lt;/em&gt; à António Balbino Caldeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-548941136472965827?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/548941136472965827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/548941136472965827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/dos-maus-usos-da-comparacao-entre.html' title='Dos maus usos da comparação (entre outras coisas)'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7337456968428630081</id><published>2009-02-19T10:31:00.001Z</published><updated>2009-02-19T10:31:53.254Z</updated><title type='text'>Moderar o recurso dos cidadãos a cirurgias e internamentos?</title><content type='html'>As taxas moderadoras em ambulatório e internamentos de curta duração foram introduzidas nesta legislatura, muitos e muitos anos depois de todas as outras. Na altura, escrevendo &lt;a href="http://ocanhoto.blogspot.com/2006/10/sexta-feira-treze.html"&gt;no Canhoto&lt;/a&gt;, deixei clara a minha oposição a este passo.&lt;br /&gt;O tema volta, agora, à discussão na Assembleia da República, através de propostas que visam eliminá-las mas só poderiam entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2010, já depois das próximas eleições.&lt;br /&gt;Antes disso, só o Governo pode mudar a situação. Já deu um passo nesse sentido quando reduziu em 50% as novas taxas na mesma portaria em que subiu todas as outras. Poderia dar outros, conjunturalmente face à crise, ou estruturalmente, lançando a propósito dos 30 anos do Serviço Nacional de Saúde um conjunto de iniciativas que repensem o seu financiamento e não passem pela introdução subtil do co-pagamento destes cuidados de saúde nem por taxas moderadoras que se aplicam a serviços dos quais não é crível que haja propensão para uso excessivo, como cirurgias e internamentos hospitalares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7337456968428630081?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7337456968428630081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7337456968428630081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/moderar-o-recurso-dos-cidadaos.html' title='Moderar o recurso dos cidadãos a cirurgias e internamentos?'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1323684135881003956</id><published>2009-02-18T08:08:00.002Z</published><updated>2009-02-18T08:12:20.897Z</updated><title type='text'>Perguntas aos cépticos</title><content type='html'>Com a entrada em vigor da revisão do Código do Trabalho de 2003, é altura de fazer perguntas.&lt;br /&gt;Aos que se colocam à direita, começaria por perguntar se ainda estão convencidos da estratégia que aplicaram em 2003, isto é, de que o caminho para a reforma do mercado de trabalho deve assentar nos dois instrumentos que o PSD e o CS-PP então escolheram, o aumento da precariedade do emprego e a redução ao mínimo possível do poder dos sindicatos.Com a crise económica e social em curso a tomar as proporções que se vão vendo, sempre gostaria de saber se ainda há que, em nome dos seus fetiches ideológicos conservadores continue a insistir na estratégia de fomentar a insegurança de emprego, ao mesmo tempo que clama por aumentos do período de aplicação do subsídio de desemprego. [...]&lt;br /&gt;[...] Aos que se proclamam de esquerda e se pronunciaram globalmente contra o novo Código do Trabalho, começaria por perguntar se acham que os trabalhadores e os sindicatos estavam melhor ou pior com o regime que vigorou desde 2004 até ontem.&lt;br /&gt;A segunda pergunta seria sobre o aumento da adaptabilidade interna, claramente promovida pelo Código de 2009. É verdade que, num mundo mais perfeito, eu teria preferido que algumas soluções adoptadas na concertação social ficassem mais próximas das propostas sobre a adaptabilidade do tempo de trabalho feitas pelo Livro Branco. Mas, ainda assim, o que é preferível: o reforço da adaptabilidade interna das empresas e a redução da precariedade do emprego, ou a adaptação aos ciclos económicos através dum ainda maior aumento dos despedimentos e de maiores proporções de emprego? [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler na íntegra no &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=544"&gt;Outubro&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1323684135881003956?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1323684135881003956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1323684135881003956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/perguntas-aos-cepticos.html' title='Perguntas aos cépticos'/><author><name>António Dornelas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11088210804319403459</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2536551893456432275</id><published>2009-02-17T19:06:00.001Z</published><updated>2009-02-17T19:08:44.442Z</updated><title type='text'>A moral e a política</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Segundo &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/02/as-histerias-liberais-nao-tem-fim.html" target="_blank"&gt;João Rodrigues&lt;/a&gt;: “A moral não é separável da política. Nem deve ser.” Khomeini não diria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Convinha que se soubesse distinguir entre a recusa da anulação da controvérsia moral pela economia e ou pela política, por um lado, e a transformação da crítica política em crítica moral, por outro. Nem é distinção tão sofisticada que custe tanto a entender. Como convinha que se tivesse já aprendido a não confundir a crítica democrática do capitalismo com a resistência aristocrática ao mercado. Ou, ainda, com a nostalgia romântica sobre o mundo não mercantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em rigor, convinha não confundir a esquerda com um saco de gatos anticapitalistas, esquecendo que há uma crítica reaccionária do capitalismo que de esquerda nada tem. Porém, quando se cita Mário Crespo para criticar a “&lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/02/esta-bem-facamos-de-conta-de-mario.html" target="_blank"&gt;qualidade da nossa democracia e a credibilidade dos agentes políticos&lt;/a&gt;”, há muito que se esbateram as fronteiras entre esquerda e direita em favor de uma pragmática congregação de todas as oposições ao Governo do momento. E o resto é conversa para confundir quem quiser ser confundido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2536551893456432275?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2536551893456432275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2536551893456432275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/moral-e-politica.html' title='A moral e a política'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-1480999832273753654</id><published>2009-02-14T23:50:00.000Z</published><updated>2009-02-14T23:51:25.860Z</updated><title type='text'>A dificuldade táctica</title><content type='html'>As divergências de modelo de sociedade futuro entre um PCP nostálgico do regime soviético, um BE que aposta num regime socialista que reconhece nunca ter existido e um PS que procura o aprofundamento radical da democracia parecem razoavelmente exotéricas a um número significativo de eleitores preocupados com a crise económica, o risco de desemprego e as debilidades actuais do país.&lt;br /&gt;Apesar das grandes diferenças ideológicas entre os partidos, os eleitores circulam entre eles. Muitos já votaram umas vezes no PS, outras no PCP e outras ainda no BE ou nos partidos de que nasceu. Todos o sabem. Mas o PS está a introduzir uma novidade na questão. Dá sinais de tentar renovar a maioria reposicionando-se à esquerda, dando prioridade às classes médias, combatendo as desigualdades, erradicando discriminações persistentes.&lt;br /&gt; Essa orientação gerará, evidentemente, dificuldades tácticas ao PCP e ao BE. Não será surpreendente, pois, que radicalizem o seu discurso sobre o PS enquanto não encontrarem novo rumo. (publicado no Diário Económico de 13 de Fevereiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-1480999832273753654?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1480999832273753654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/1480999832273753654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/dificuldade-tactica.html' title='A dificuldade táctica'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6529607959060491786</id><published>2009-02-11T19:41:00.001Z</published><updated>2009-02-11T19:43:01.221Z</updated><title type='text'>Da “superioridade moral dos comunistas”</title><content type='html'>Segundo Francisco Louçã, em perfeito estilo tele-evangelista, “&lt;a href="http://www.bloco.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1553&amp;Itemid=1" target="_blank"&gt;a ganância é o nome próprio do capitalismo&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O capitalismo não é nem entidade humana, com qualidades e defeitos, nem sistema moral, mas sistema socioeconómico. Na realidade, o capitalismo é compatível com diferentes sistemas morais e com diferentes graus de moralidade (ou amoralidade), como é compatível com diferentes sistemas políticos e, portanto, com diferentes modos de regulação social. A visão holista da modernidade como capitalismo, para além de intelectualmente deficiente, contribui para a demissão política no campo em que é possível fazer a diferença: o da reforma das instituições da modernidade, incluindo do capitalismo. E, já agora, enquanto sistema de organização socioeconómica, o capitalismo é ainda a melhor das alternativas historicamente testadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O discurso moral contra o capitalismo com base no qualificativo de “ganância” remete para memórias pouco progressistas. Remete, em primeiro lugar, para a memória profundamente anti-moderna dos tempos em que o enriquecimento pelo trabalho no comércio ou nas “indústrias” era considerado fruto da “ganância”, enquanto o enriquecimento pelo saque e pela pilhagem era louvado como nobre. Remete, em segundo lugar, para a memória das derivas totalitárias que mancharam o século XX, lembrando em particular os discursos de Hitler contra a ganância dos capitalistas, em geral, e a ganância dos “financeiros judeus”, em especial. Louçã bem que poderia ter escolhido outras palavras, menos conotadas com os demónios do século XX, para a sua cruzada moralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Para terminar. A transformação da crítica política em crítica moral não faz apenas estas tangentes ao totalitarismo. Em rigor, o discurso moral contra o capitalismo escancara as portas ao totalitarismo, legitimando a monopolização do poder político por um pequeno núcleo de guardiães da moral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6529607959060491786?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6529607959060491786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6529607959060491786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/da-superioridade-moral-dos-comunistas.html' title='Da “superioridade moral dos comunistas”'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2141405897017521463</id><published>2009-02-09T22:47:00.004Z</published><updated>2009-02-09T22:56:24.871Z</updated><title type='text'>Desemprego: apesar de tudo, Portugal resiste</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SZCyhXgCrnI/AAAAAAAAALE/g-QYM6H6X9U/s1600-h/desemprego+ocde+junho+dezembro+2008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SZCyhXgCrnI/AAAAAAAAALE/g-QYM6H6X9U/s400/desemprego+ocde+junho+dezembro+2008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300933047728909938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/PAULOP%7E1/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-1.jpg" alt="" /&gt;A evolução das taxas de desemprego é preocupante em todo o espaço da OCDE, revelam as &lt;a href="http://www.oecd.org/dataoecd/32/24/42134775.pdf"&gt;estatísticas de desemprego harmonizado&lt;/a&gt; que hoje foram divulgadas. Ainda assim, vale a pena ter presente que o primeiro embate da crise no emprego foi menos forte em Portugal que em Espanha ou na Irlanda, países com os quais nos temos comparado. Bem como deve ser registado o facto de que a nossa taxa de desemprego acompanha a da zona Euro, enquanto a de Espanha e da Irlanda começaram a divergir, com a primeira a disparar e a segunda a preparar-se para passar rapidamente de uma das mais baixas para ser superior à média.&lt;br /&gt;Vamos ver como o desemprego português resistiu ao Inverno. Seguramente, as medidas recentemente anunciadas eram necessárias. É provável que outras se imponham mais tarde, mas até onde as estatísticas vão, Portugal não seguiu a tendência de descontrolo dos nossos vizinhos nem dof amoso tigre celta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2141405897017521463?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2141405897017521463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2141405897017521463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/desemprego-apesar-de-tudo-portugal.html' title='Desemprego: apesar de tudo, Portugal resiste'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QdnoXeyNEOw/SZCyhXgCrnI/AAAAAAAAALE/g-QYM6H6X9U/s72-c/desemprego+ocde+junho+dezembro+2008.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2078703348200478193</id><published>2009-02-09T15:24:00.006Z</published><updated>2009-02-09T15:44:23.299Z</updated><title type='text'>O vício antigo do sectarismo</title><content type='html'>Vital Moreira registou, com justeza, a expressão adequada para o clima da Convenção do Bloco em relação ao PS: obsessão. Pode ler-se, &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2009/02/obsessao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2009/02/obsessao-2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2009/02/obsessao-3.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A atitude do Bloco tem a virtude de não ser equívoca e de procurar destruir todas as pontes antes que sejam lançadas, para que ninguém possa mais tarde sentir-se enganado.&lt;br /&gt;O Bloco não pretende juntar forças contra a crise; não pretende juntar forças contra a direita unida em Lisboa; não pretende juntar forças contra a possibilidade de um entendimento político do PS com o PP. Não pretende que toda a esquerda seja maior para que a direita seja circunscrita. O seu inimigo principal é o PS. É contra ele que pretende juntar forças.  Quem tanto se engana no adversário enferma de um vício antigo: sectarismo.&lt;br /&gt;Mas devo dizer que não me impressiona. A história demonstrou que os sectários de hoje são frequentemente os que mais procuram ter sentido de oportunidade amanhã. O sectarismo e o oportunismo não são adversários, são mesmo irmãos gémeos. Ao PS cabe ter a tolerância de que o Bloco, para exacerbar os seus apoiantes, não é capaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2078703348200478193?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2078703348200478193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2078703348200478193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/o-vicio-antigo-do-sectarismo.html' title='O vício antigo do sectarismo'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-296379187722835112</id><published>2009-02-09T09:24:00.004Z</published><updated>2009-02-09T09:35:49.608Z</updated><title type='text'>Agressão na escola entre colegas: um fenómeno social transversal</title><content type='html'>O caso de agressão entre colegas numa escola básica de Almada, que &lt;a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1136251"&gt;hoje vi noticiad&lt;/a&gt;o, vai dar provavelmente lugar à mais diversa sociologia espontânea. Antes que ela se difunda, vale a pena dar uma vista de olhos num artigo publicado em 2006 numa revista de educação em que, após a aplicação de um questionário numa escola do 3ºciclo, se concluía:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rpe/v19n2/v19n2a08.pd"&gt;Os maus-tratos entre iguais são um fenómeno que atravessa todos os estratos sociais, parecendo existir uma ligação entre o estatuto de aluno vítima e famílias monoparentais ou ausência simultânea das figuras paterna e materna; quanto aos alunos com estatuto de agressores tendencialmente vivem com ambos os pais.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esteja enganado, mas não creio que a generalidade dos que vão comentar a notícia de hoje tenham a percepção de que o fenómeno das agressões entre pares apresenta este perfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ver:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel P. Freire, Ana M. Veiga Simão e Ana S. Ferreira, "O estudo da violência entre pares no 3º ciclo do ensino básico — um questionário aferido para a população escolar portuguesa", &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revista Portuguesa de Educação&lt;/span&gt;, 2006, 19(2), pp. 157-183 (consultável &lt;a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rpe/v19n2/v19n2a08.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-296379187722835112?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/296379187722835112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/296379187722835112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/agressao-na-escola-entre-colegas-um.html' title='Agressão na escola entre colegas: um fenómeno social transversal'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-2099816916108048644</id><published>2009-02-08T23:44:00.001Z</published><updated>2009-02-08T23:45:51.817Z</updated><title type='text'>O pós-secularismo ecuménico de Obama</title><content type='html'>Após um século de debates na política entre laicos, por vezes ateus e religiosos, têm vindo a surgir cada vez mais figuras que passam ao lado dessa questão, manifestando-se crentes, mas prontas a usar politicamente de uma relação de proximidade-distância com a fé que não faz delas ateus nem representantes de nenhuma igreja particular, ainda que se revelem publicamente vinculados a ela. Obama é um deles.  (texto integral no &lt;a href="http://bancocorrido.blogspot.com/2009/02/teologia-politica-de-obama-pos.html"&gt;Banco Corrido&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-2099816916108048644?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2099816916108048644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/2099816916108048644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/o-pos-secularismo-ecumenico-de-obama.html' title='O pós-secularismo ecuménico de Obama'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-3731177777402470746</id><published>2009-02-06T18:39:00.001Z</published><updated>2009-02-06T18:44:42.710Z</updated><title type='text'>Cavaleiros do apocalipse</title><content type='html'>«Proteccionismo e xenofobia são, nesta crise, dois cavaleiros do apocalipse que ameaçam o mundo. […] Num momento em que, depois de décadas de crescimento, o comércio mundial desacelera e ameaça mesmo regredir, a adopção de soluções proteccionistas aumentará a crise no mundo desenvolvido porque retrairá os mercados, fará regressar à pobreza milhões de pessoas nos chamados países emergentes e aumentará o risco de conflito violento entre nações para níveis desconhecidos desde a II Guerra Mundial. […] Numa era em que as populações europeias são, cada vez mais, o resultado acumulado de migrações de todo o mundo, proclamar a reserva nacional dos postos de trabalho, do tipo &lt;em&gt;British jobs for British workers&lt;/em&gt;, acabará na confusão entre estrangeiro e migrante, na oposição entre descendente de migrante e nativo, em suma, na emergência de identidades étnicas mutuamente exclusivas num mesmo espaço nacional, independentemente da nacionalidade dos indivíduos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para continuar a ler no &lt;a href="http://blog.fundacaorespublica.pt/" target="_blank"&gt;Outubro&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-3731177777402470746?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3731177777402470746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/3731177777402470746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/cavaleiros-do-apocalipse.html' title='Cavaleiros do apocalipse'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-6853959952572939225</id><published>2009-02-06T12:51:00.003Z</published><updated>2009-02-06T12:56:17.165Z</updated><title type='text'>A Europa deve ajudar os EUA a fechar Guantánamo, recomenda o Parlamento Europeu</title><content type='html'>Esta semana o Parlamento Europeu aprovou uma proposta que "&lt;a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?type=TA&amp;reference=P6-TA-2009-0045&amp;language=PT"&gt;insta os Estados­ Membros, caso a Administração norte-americana o solicite, a cooperarem na busca de soluções, a estarem preparados para aceitar reclusos de Guantânamo na UE, a fim de contribuir para reforçar o direito internacional, e a assegurar a todos, como prioridade, um tratamento justo e humano; recorda que os Estados­ Membros têm uma obrigação de cooperação leal no sentido de se consultarem mutuamente sobre possíveis efeitos na segurança pública à escala da UE&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição tomada há meses pelo governo português vai fazendo o seu caminho na Europa em direcção a uma consensualização europeia da cooperação com os EUA no encerramento de Guantánamo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-6853959952572939225?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6853959952572939225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/6853959952572939225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/europa-deve-ajudar-os-eua-fechar.html' title='A Europa deve ajudar os EUA a fechar Guantánamo, recomenda o Parlamento Europeu'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7042595990807344716</id><published>2009-02-06T12:50:00.000Z</published><updated>2009-02-06T12:51:32.983Z</updated><title type='text'>Aperto de mãos também é ritual</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Ontem, nas rádios, António Cluny contestava a mudança do tribunal da Boa Hora para o Parque das Nações, clamando contra a falta de densidade simbólica do novo, e moderno, edifício. Hoje, no &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20090206&amp;page=3&amp;c=A" target="_blank"&gt;Público&lt;/a&gt;, Boaventura Sousa Santos aprofunda esta argumentação: “Há sempre um elemento mágico: no fundo, no fundo, trata-se de uma distinção entre o bem e o mal, é um acto ético”. Assemelha-se a um acto religioso, prossegue, e “todo o acto religioso tem um ritual. É um procedimento muito rígido, sem variações, para permitir a legitimidade do acto: se não for cumprido o ritual, o acto não vale.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Há, nestes argumentos, vários pontos de controvérsia. Em primeiro lugar, a invocação ética a propósito do papel dos tribunais é arrepiante. Uma coisa é o fundamento ético último da lei, outra a confusão entre julgamento da legalidade dos actos, função dos tribunais, e julgamento do conteúdo ético dos actos, o qual só numa sociedade totalitária será função desses mesmos tribunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em segundo lugar, a repetida associação entre ritual e cerimonial, ou entre ritual e religiosidade ou magia, serve sobretudo para legitimar, por referência à tradição, o conteúdo majestático desses mesmos rituais, ignorando a existência de outros tipos de ritual igualmente eficazes mas com conteúdos diferentes: mais seculares ainda que deferentes. Como se sabe, a carga simbólica e emocional dos rituais é extremamente variável. Mais, alguns dos rituais comuns servem fundamentalmente para rotinizar interacções com um mínimo de investimento emocional e simbólico: caso das fórmulas de saudação como o banal aperto de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; O que está pois em causa quando se discutem os novos espaços da justiça não é a oposição entre ritual e não ritual mas o tipo de ritual que deve caracterizar uma administração democrática, secular e moderna da justiça. Porém, para os que desvalorizam a ideia liberal de controlo do poder do Estado sobre os indivíduos, deve ser liminarmente afastada a simples possibilidade de questionamento dos rituais que ancoram simbolicamente a administração majestática da justiça. Nomeadamente, eximindo esta do imperativo democrático da dúvida e reforçando, em alternativa, a sua definição como algo de sagrado — que, no entanto, não deixa de ser definição feita por humanos de carne e osso que assim se eximem ao controlo profano dos seus actos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7042595990807344716?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7042595990807344716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7042595990807344716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/aperto-de-maos-tambem-e-ritual.html' title='Aperto de mãos também é ritual'/><author><name>Rui Pena Pires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13007616030706752341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-82395529971902367</id><published>2009-02-06T00:39:00.004Z</published><updated>2009-02-06T00:54:19.443Z</updated><title type='text'>Populismo do PSD contra Sócrates: uma coisa muito pouco subliminar</title><content type='html'>Cavaco Silva disse que era necessário falar verdade aos Portugueses. Os génios do marketing do PSD devem ter definido que é necessário dissociar José Sócrates de Cavaco para ter um resultado menos mau nas eleições que aí vêm. &lt;br /&gt;Os intérpretes da estratégia estão a tentar, a vários registos, passar a mensagem. Como hoje disse Manuela Ferreira Leite, fá-lo-ão com maior ou menor reverência. Ouvindo os deputados do PSD na Assembleia, lendo Pacheco Pereira, vendo o cartaz da JSD, sobram poucas dúvidas: estão a tentar convencer os portugueses de que Sócrates tem um defeito de carácter para, mais tarde, invocarem esse suposto defeito para  benefício eleitoral do PSD. Mas a coisa é um pouco amadora e excessivamente explícita. É muito pouco subliminar este ataque típico do populismo. Nesse registo, Paulo Portas é melhor e mais eficaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-82395529971902367?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/82395529971902367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/82395529971902367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/populismo-do-psd-contra-socrates-uma.html' title='Populismo do PSD contra Sócrates: uma coisa muito pouco subliminar'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13246752.post-7784949931073475372</id><published>2009-02-04T17:04:00.002Z</published><updated>2009-02-04T17:06:48.540Z</updated><title type='text'>Registo Parlamentar - Janeiro de 2009</title><content type='html'>Já está online o meu newsletter de Janeiro de 2009. Querendo, consulte-o &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/11648429/Janeiro-de-2009"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Se quiser juntar-se à lista de subscritores é só mandar-me um mail.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13246752-7784949931073475372?l=ocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7784949931073475372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13246752/posts/default/7784949931073475372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocanhoto.blogspot.com/2009/02/registo-parlamentar-janeiro-de-2009.html' title='Registo Parlamentar - Janeiro de 2009'/><author><name>Paulo Pedroso</name><uri>https://profiles.google.com/108820653365260211742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ke-2p8YMJbI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABkY/PVyeTzGhvPk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry></feed>
